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'O Falso Profeta': A história real por trás do líder de seita Sam Bateman, da nova série da Netflix

Documentário expõe líder de seita poligâmica acusado e condenado por abuso sexual contra menores

13 abr 2026 - 14h29
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Confie em Mim: O Falso Profeta é a nova série documental da Netflix que acompanha uma especialista em seitas, Christine Marie, e um cineasta, Tolga Katas, que se infiltram em uma seita poligâmica nos Estados Unidos a fim de expor um autoproclamado profeta.

Em quatro episódios, a série mostra a ascensão de Samuel Rappylee Bateman e como ele estabelece controle sobre os membros da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (FLDS) na região de Short Creek, em Utah. Além disso, o material também acompanha uma investigação federal que desvendou uma série de abusos sexuais contra menores comandada por ele.

Samuel Bateman, autoproclamado líder de seita do documentário Confie em Mim: O Falso Profeta
Samuel Bateman, autoproclamado líder de seita do documentário Confie em Mim: O Falso Profeta
Foto: Netflix/Divulgação / Estadão

Como Bateman chegou ao poder?

Sam Bateman ganhou destaque após a comunidade da FLDS ficar sem um líder. Isso aconteceu em 2011, quando Warren Jeffs, então presidente da igreja, foi condenado à prisão por crimes sexuais, incluindo estupro de menores e prática e imposição de poligamia.

Sua prisão deixou a comunidade, um grupo dissidente da igreja Mórmon, fraturada, o que abriu espaço para que novas figuras tentassem chegar ao controle.

Bateman ganha destaque neste contexto. O documentário mostra que ele se autoproclama profeta e começa a conquistar seguidores e assumir diversas esposas, incluindo menores de idade.

Como Christine e Tolga conseguiram acesso?

O documentário é dirigido pela cineasta Rachel Dretzin e construído majoritariamente por imagens capturadas por Christine e Tolga enquanto estavam próximos de Bateman.

Na ocasião, os dois conseguiram se infiltrar porque o líder de seita acreditava que o casal estava fazendo um documentário que iria espalhar a mensagem do culto e, por isso, recebeu as câmeras de braços abertos. O material também traz o momento em que agentes do FBI executam a prisão de Bateman, seu julgamento e até um elaborado plano de sequestro que ele montou diretamente da prisão.

Como Bateman exercia controle?

O Falso Profeta revela os métodos utilizados por Bateman para se manter no controle e explica que ele usava uma combinação de linguagem religiosa, táticas de isolamento e pressões monetárias para garantir que permanecesse no poder.

Seita fundamentalista poligâmica liderada por Samuel Bateman tinha crimes de abuso sexual contra mulheres e menores de idade
Seita fundamentalista poligâmica liderada por Samuel Bateman tinha crimes de abuso sexual contra mulheres e menores de idade
Foto: Netflix/Divulgação / Estadão

Seus seguidores deveriam demonstrar lealdade com testemunhos, contribuições financeiras e entregando suas filhas para servirem como esposas de Bateman, mesmo que fossem crianças.

Além disso, Bateman chegava a realocar famílias para limitar o contato entre parentes e a comunicação com o mundo exterior. Ele também separava as mulheres e crianças por casas para garantir que pudesse vigiá-las constantemente.

Onde está Samuel Bateman agora?

O documentário da Netflix mostra que Katas participou de uma emboscada que culminou na batida realizada pelo FBI. Em 2022, ele marcou uma reunião com Bateman em uma espécie de galpão sob o pretexto de gravar uma entrevista com ele. Foi lá que os agentes federais executaram a prisão de Samuel.

Posteriormente, os agentes fizeram operações similares em propriedades ligadas ao grupo e prenderam alguns de seus seguidores.

Bateman se declarou culpado, em abril de 2024, dos crimes de transporte de menor para fins de atividades sexuais criminosas e conspiração para cometer sequestro. Aos 48 anos, ele foi condenado a 50 anos de prisão em instituição federal, seguidos de liberdade condicional vitalícia.

Estadão
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