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'O Refúgio' leva o cinema de pirata para a terra firme e encontra força na fisicalidade

Longa protagonizado por Priyanka Chopra Jonas e Karl Urban estreia no catálogo do Prime Video contando história de piratas a partir de perspectiva diferente

25 fev 2026 - 08h27
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Filmes de pirata sempre ocuparam um espaço específico no imaginário do cinema: aventuras em alto-mar, navios imponentes, batalhas com canhões, mapas do tesouro e uma aura quase romântica em torno da vida fora da lei. De clássicos hollywoodianos, como O Grande Motim (1935), às grandes franquias modernas, como Piratas do Caribe, o gênero costuma apostar no espetáculo marítimo e no heroísmo estilizado.

'O Refúgio' leva o cinema de pirata para a terra firme e encontra força na fisicalidade (Divulgação/Prime Video)
'O Refúgio' leva o cinema de pirata para a terra firme e encontra força na fisicalidade (Divulgação/Prime Video)
Foto: Rolling Stone Brasil

No entanto, O Refúgio, que estreia nesta quarta-feira (25) no Prime Video, escolhe outro caminho, e é justamente nessa ruptura que encontra sua força ao deslocar a ação para a terra firme e transformar a fantasia marítima em um confronto direto e brutal.

A novidade é um bom exemplar de ação que aposta na fisicalidade e na violência crua para se diferenciar dentro de um cenário cada vez mais pasteurizado do streaming. Esqueça as grandes travessias oceânicas: aqui, o perigo invade a casa, transforma o espaço doméstico em campo de batalha e assume a forma de um thriller de invasão. A brutalidade não é estilizada em excesso. Os combates corpo a corpo são intensos e exigem entrega física do elenco e dos dublês, reforçando a sensação de impacto.

Na direção, o caimanês Frank E. Flowers (Haven) impressiona ao comandar um projeto de escala blockbuster em um de seus primeiros trabalhos no cinema com a segurança de quem sabe exatamente que história quer contar. Há clareza de intenção e identidade na forma como conduz a narrativa. Flowers entende o peso cultural da ambientação caribenha e a dimensão histórica do que está retratando, imprimindo propósito às cenas de ação e evitando que o longa se torne apenas mais um produto genérico.

Karl Urban (The Boys) assume o papel do vilão com a imponência que já se tornou sua marca registrada. Ele é o antagonista típico que se destaca pela presença física e pela voz gutural, construindo uma ameaça constante e magnética. Já Priyanka Chopra Jonas (Chefes de Estado), que também produz o longa ao lado dos irmãos Russo (Agente Oculto), brilha ao assumir o protagonismo em um gênero historicamente dominado por homens. Sua personagem é uma mulher que faz de tudo para proteger os seus — e o filme encontra potência justamente nesse heroísmo visceral, que subverte o arquétipo tradicional do pirata masculino.

No fim, O Refúgio se consolida como uma boa opção no catálogo do streaming em tempos em que muitos filmes de ação parecem intercambiáveis e sem personalidade. Ao deslocar o gênero para a terra, investir em combates físicos que exigem dos dublês, e apostar em protagonismo feminino com identidade cultural forte, o longa pode não reinventar o cinema de piratas, mas certamente se torna uma opção devidamente interessante dentro dele.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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