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Nanda Costa Estrela Faroeste Sobre Ex-Cangaceira Que Terá Première Mundial no Festival do Rio

"Maria de Maria" coloca uma mulher no centro de um western brasileiro ambientado durante a Marcha para o Oeste e estreia na Première Brasil.

4 set 2026 - 20h04
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Resumo
O faroeste brasileiro "Maria de Maria", dirigido por Luiza Shelling Tubaldini e estrelado por Nanda Costa, terá sua estreia mundial na Première Brasil do Festival do Rio. Ambientada em 1940, durante a Marcha para o Oeste, a trama acompanha uma ex-cangaceira grávida que tenta sobreviver e reconstruir sua vida após o massacre de seu bando. A obra marca o retorno da cineasta ao festival em uma releitura do gênero western sob a perspectiva feminina, com distribuição prevista pela O2 Play.

O faroeste brasileiro "Maria de Maria", estrelado por Nanda Costa, terá sua première mundial na competição de longas de ficção da Première Brasil, no Festival do Rio. Com direção de Luiza Shelling Tubaldini, o filme também revelou seu cartaz oficial antes da apresentação no evento.

A seleção representa a segunda participação consecutiva da diretora na principal competição do festival. Em 2025, Luiza esteve presente com "Love Kills", produção que conquistou o prêmio de Melhor Som. Agora, a cineasta retorna explorando o gênero western a partir de elementos históricos e culturais brasileiros.

Ambientada em 1940, a história acompanha Maria, uma cangaceira que vê seu bando ser dizimado enquanto espera um filho. Tentando deixar o passado para trás, ela foge para o Centro-Oeste durante o período da "Marcha para o Oeste", promovida pelo governo de Getúlio Vargas. Em um ambiente hostil, a protagonista precisará encontrar forças para sobreviver e construir uma nova vida.

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Faroeste brasileiro parte de referências clássicas

A criação de "Maria de Maria" nasceu de um antigo desejo de Luiza Shelling Tubaldini. Criada no interior e influenciada por cineastas como John Ford, Sergio Leone, Fred Zinnemann e Sam Peckinpah, ela buscava desenvolver um western brasileiro colocando uma mulher no centro da narrativa.

"Fazer um western no Brasil sempre foi uma vontade, cresci no interior vendo John Ford, Sérgio Leone, Fred Zinnemann e Sam Peckinpah na 'Terça sem Lei' que passava na TV, e sempre me perguntava o que seria se uma daquelas divas com figurinos enormes - Claudia Cardinale, Grace Kelly - tomassem a liderança", explicou a diretora.

Para a cineasta, a protagonista também representa uma aproximação com suas próprias origens. A ideia de acompanhar uma mulher chamada Maria surgiu como uma forma de homenagear sua história familiar e retratar diferentes características do país.

Imagem: Divulgação/O2
Imagem: Divulgação/O2
Foto: Divulgação/O2 / Woo! Magazine

Nanda Costa lidera elenco de "Maria de Maria"

Além de Nanda Costa, o elenco reúne João Campos, César Ferrario, Iara Campos e Antonio Grassi. O roteiro foi escrito por Luiza Shelling Tubaldini e Pablo Padilla, livremente inspirado em uma ideia original de Danilo Beyruth.

A equipe técnica conta ainda com Jacob Solitrenick na direção de fotografia, Claudia Andrade no design de produção, Gabriela Monnerat e Joanna Ribas no figurino, André Anastacio na maquiagem e Marcel Costa no som. A montagem é assinada por Danilo Lemos e Larissa Armstrong.

"Maria de Maria" é uma produção da Filmland Internacional, com apoio da Spcine e da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. A distribuição nos cinemas ficará a cargo da O2 Play.

Imagem: Divulgação/O2
Imagem: Divulgação/O2
Foto: Divulgação/O2 / Woo! Magazine

Diretora retorna ao festival após "Love Kills"

Antes de assumir seus próprios projetos como diretora, Luiza Shelling Tubaldini construiu uma trajetória ligada à produção, roteiro e desenvolvimento de filmes. "Love Kills", seu primeiro longa solo na direção, passou pelo Festival do Rio, pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e pela competição do Festival de Sitges, na Espanha.

Além de "Maria de Maria", a cineasta trabalha em "Encontrada", romance com viagem no tempo atualmente em pós-produção. Os dois projetos são coproduzidos com a Disney Brasil.

Com sua nova produção, Luiza leva ao Festival do Rio uma releitura brasileira do faroeste, colocando uma ex-cangaceira e sua luta pela sobrevivência no centro de uma história ambientada durante um período de transformação do país.

Publicado originalmente na Woo! Magazine.

Woo! Magazine
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