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Jamie Lee Curtis admite que nunca foi fã de terror: 'Não preciso fingir que eu amo isso'

Atriz de Halloween afirma que deve sua carreira ao gênero, mas revela que o estilo "não é a sua praia"

17 mar 2026 - 12h12
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Mesmo sendo um dos rostos mais emblemáticos do terror, Jamie Lee Curtis, conhecida por viver Laurie Strode na franquia Halloween, fez uma confissão sincera: nunca foi realmente fã do gênero que a transformou em estrela. Durante um painel no South by Southwest, a atriz foi direta ao falar sobre sua relação com o terror. "Eu realmente não amo isso. Não estou brincando; não é algo que me atraia. Isso não significa que eu não aprecie, só não é o meu gênero, não é a minha praia", afirmou.

Jamie Lee Curtis admite que nunca foi fã de terror 'Não preciso fingir que eu amo isso' (Divulgação)
Jamie Lee Curtis admite que nunca foi fã de terror 'Não preciso fingir que eu amo isso' (Divulgação)
Foto: Rolling Stone Brasil

A declaração ganha ainda mais peso quando se considera sua trajetória. Filha de Janet Leigh, que marcou a história do cinema em Psicose, Curtis cresceu cercada pelo impacto cultural do terror. Em 1978, ela entraria para a história ao estrelar Halloween, clássico dirigido por John Carpenter, no qual interpretou Laurie Strode e ajudou a consolidar o arquétipo da "final girl".

Ainda assim, a atriz fez questão de separar reconhecimento de gosto pessoal. "Eu devo minha vida ao gênero, mas não preciso fingir que sou uma 'garota do terror' e que amo isso", disse. Ao longo das décadas, Curtis retornou diversas vezes à franquia Halloween e participou de outros títulos do gênero, tornando-se uma referência incontornável para gerações de fãs.

Apesar de sua relação ambígua com o terror, Curtis destacou o que sempre a atraiu nesse tipo de produção: seu espírito independente. Segundo ela, muitos filmes do gênero nasceram fora dos grandes estúdios, com liberdade criativa e ousadia estética — características que continuam a moldar sua identidade até hoje.

A atriz também comentou a mudança de status do terror dentro da indústria, celebrando o fato de o gênero estar sendo cada vez mais valorizado, inclusive por premiações tradicionais. Para Curtis, esse movimento mostra que o cinema está em constante transformação. "O fato de ser um gênero que agora recebe mais compreensão e apreciação me deixa feliz. É fantástico ver a Academia evoluindo, mudando e crescendo, como qualquer boa instituição", concluiu.

Fonte: EW

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