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Guns N' Roses e espólio de Prince impedem uso de músicas em documentário de Melania Trump

Produtor do filme afirma que rejeição teve motivação política e aponta que artistas como os Rolling Stones não tiveram problema para licenciar canções

25 fev 2026 - 18h15
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O documentário Melania (2026), sobre a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, está cercado de polêmicas. Até mesmo musicais. Após o diretor Paul Thomas Anderson e o músico Jonny Greenwood (Radiohead) alegarem que o longa usou indevidamente parte da trilha de Trama Fantasma (2017), um dos produtores expôs quais bandas rejeitaram o uso de suas canções no filme.

Guns N' Roses em 2025
Guns N' Roses em 2025
Foto: divulgação via Guns N' Roses / Rolling Stone Brasil

Em entrevista à Entertainment Weekly, Marc Beckman revelou que o Guns N' Roses não autorizou que uma de suas músicas aparecesse no documentário. Segundo o produtor, o motivo foi político:

"Os caras do Guns N' Roses estão divididos politicamente. Havia uma música linda que queríamos usar, e um dos caras — eu não quero falar o nome, não seria justo — disse: 'Pode usar. Vai em frente'. E o outro basicamente falou: 'De jeito nenhum'. O Guns N' Roses foi definitivamente uma decepção para nós; todos temos muito respeito pelo Guns N' Roses."

Outra rejeição veio por parte do espólio de Prince. Beckman explicou que a razão para a decisão era relacionada ao presidente Donald Trump:

"Estávamos prontos para começar, mas esse advogado que administra o espólio disse: 'O Prince nunca iria querer que sua música fosse associada a Donald Trump'. E nós falamos: 'Mas não é um filme do Donald Trump! Ele aparece no filme de vez em quando, mas o foco é totalmente na Melania. Não é político'. E esse cara bloqueou. É tão ridículo."

Quanto a Paul Thomas Anderson e Jonny Greenwood, o produtor afirmou que seguiu todos os trâmites adequados para licenciar a música. De acordo com ele, não vão remover nada do filme:

"Por favor, diga a ele que ele pode me ligar se quiser discutir. Mas essa música estará no filme para sempre, independentemente da infraestrutura que entrega o conteúdo."

Beckman ainda contou como os Rolling Stones não só autorizaram o uso de "Gimme Shelter" para o filme, mas Mick Jagger também esteve pessoalmente envolvido no processo. De acordo com o produtor, a banda não viu o projeto como algo político:

"Ele nos deu sua benção e ficamos muito contentes. Trabalhamos bem próximos à banda nessa. Não foi algo que simplesmente tiramos do nada. E isso não foi algo político. Com os Stones eles só disseram: 'Ah, vocês estão fazendo um filme legal'. Eles superaram essa história."

Controvérsias do filme Melania

Lançado pelo Amazon Studios dia 30 de janeiro nos cinemas americanos, Melania causou polêmicas que vão além de ser um retrato da esposa de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos cercado de controvérsias. O filme é dirigido por Brett Ratner, acusado de agressão e assédio sexual por seis mulheres em 2017 durante o movimento #MeToo.

Além disso, veio à tona em dezembro de 2025 uma foto na qual o cineasta aparece com Jeffrey Epstein e mais duas mulheres desconhecidas (via BBC News). O empresário americano foi preso em 2019 por tráfico sexual de menores durante os anos 2000, mas cometeu suicídio na cadeia enquanto esperava julgamento.

A aquisição do longa também causou alerta na indústria. O Amazon Studios pagou US$ 40 milhões pelo direito de distribuir o longa nos cinemas e em streaming - o maior valor já pago por um documentário (via The Times)  - dos quais US$ 28 milhões foram direto para Melania Trump (via Mother Jones). O ex-chefe da divisão de cinema da gigante de tecnologia, Ted Hope, questionou em entrevista ao New York Times se essas quantias não podem ser interpretadas como um suborno à família do presidente.

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