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Jafar Panahi, premiado em Cannes, é condenado a um ano de prisão no Irã

O cineasta iraniano foi sentenciado por 'propaganda contra o regime'. O filme 'Foi Apenas um Acidente', vencedor da Palma de Ouro, chega aos cinemas brasileiros na quinta, 4

1 dez 2025 - 22h06
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O cineasta iraniano Jafar Panahi foi condenado à revelia pelo Irã nesta segunda-feira, 1º. Ele foi sentenciado a um ano de prisão e proibido de viajar durante dois anos, por "atividades de propaganda" contra a nação. A informação foi anunciada à AFP pelo advogado de Panahi, Mostafa Nili. A defesa pretende apelar da condenação.

Perseguido em seu país por criticar o autoritarismo do regime teocrático dos aiatolás, o diretor reside atualmente na França e está viajando pelos Estados Unidos para promover o filme Foi Apenas um Acidente, premiado em maio com a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Cineasta e roteirista iraniano Jafar Panahi durante a 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Cineasta e roteirista iraniano Jafar Panahi durante a 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Panahi deve comparecer ao Gotham Awards em Nova York na noite desta segunda, conforme apurou o The Hollywood Reporter. O filme concorre em três categorias.

O diretor de 65 anos passou sete meses preso no Irã entre julho de 2022 e fevereiro de 2023, quando foi solto após entrar em greve de fome como forma de protesto.

Em abril daquele ano, foi autorizado a sair do Irã pela primeira vez em 14 anos. Ele estava proibido de deixar o país desde 2010, quando foi condenado a seis anos de prisão por "propaganda contra o sistema".

O cineasta veio ao Brasil para a exibição de Foi Apenas um Acidente na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O filme estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 4.

A trama acompanha um mecânico que encontra o homem que acredita ter sido seu torturador na prisão iraniana. Ele o sequestra em busca de vingança, mas entra em conflito sobre a identidade do homem, buscando a ajuda de outras vítimas libertas.

O longa é uma coprodução entre Irã e França e representa o país europeu na disputa pelo Oscar de melhor filme internacional, categoria em que também deve concorrer o brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. As indicações ao prêmio serão divulgadas em janeiro.

Estadão
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