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Béla Tarr, cineasta húngaro de 'Satantango' e 'O Cavalo de Turim', morre aos 70 anos

Cineasta marcou o cinema de autor com obras radicais e sombrias, como Satantango, épico de mais de sete horas sobre o colapso do comunismo no Leste Europeu

6 jan 2026 - 09h45
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O cineasta húngaro Béla Tarr, uma das figuras mais influentes e reverenciadas do cinema de autor europeu, morreu nesta terça-feira, 6 de janeiro, aos 70 anos. A informação foi divulgada pela agência húngara MTI, por meio do realizador Bence Fliegauf, que falou em nome da família. Tarr enfrentava uma doença prolongada.

Béla Tarr, cineasta húngaro de 'Satantango' e 'O Cavalo de Turim', morre aos 70 anos
Béla Tarr, cineasta húngaro de 'Satantango' e 'O Cavalo de Turim', morre aos 70 anos
Foto: 627215510 (Stephane Cardinale - Corbis/Corbis via Getty Images) / Rolling Stone Brasil

Reconhecido mundialmente por uma obra radical, austera e profundamente pessimista, Béla Tarr tornou-se um nome de culto a partir de filmes que desafiaram convenções narrativas e formais do cinema tradicional. Seu trabalho é marcado por longos planos-sequência, ritmo deliberadamente lento, fotografia em preto e branco e uma visão desencantada da sociedade, frequentemente associada ao colapso moral, político e espiritual do Leste Europeu no pós-comunismo.

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Seu título mais célebre é Satantango (1994), adaptação do romance homônimo do escritor húngaro László Krasznahorkai, colaborador fundamental em sua filmografia. Com mais de sete horas de duração, o filme tornou-se um marco do cinema contemporâneo ao retratar, de forma implacável, a estagnação, a miséria e a desilusão de uma comunidade rural após o fim das promessas do socialismo. A parceria entre Tarr e Krasznahorkai se estendeu a outros trabalhos essenciais, como Harmonias de Werckmeister (2000) e O Cavalo de Turim (2011).

Ao longo da carreira, Béla Tarr construiu uma filmografia relativamente curta, porém extremamente influente, que inclui títulos como Condenação (1988) e Almanac of Fall (1984). Seu cinema rejeitava o entretenimento fácil e exigia do espectador uma experiência quase física do tempo, da repetição e do esgotamento humano — características que o transformaram em referência para cineastas, críticos e cinéfilos ao redor do mundo.

Em 2011, após lançar O Cavalo de Turim, Tarr anunciou que não faria mais longas-metragens de ficção, afirmando que havia chegado ao limite do que desejava expressar como realizador. Desde então, passou a se dedicar ao ensino e à formação de novos cineastas, mantendo sua influência viva fora das salas de cinema.

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