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Cerimônia do Oscar registra audiência mais baixa desde 2008

Baixos resultados foram ajudados por protesto contra ausência de atores negros indicados ao prêmio, disseram ativistas

29 fev 2016
18h44
atualizado às 19h40
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A 88ª edição do Oscar, realizada neste domingo em Los Angeles (Estados Unidos), foi acompanhada pela televisão por 34,3 milhões de pessoas, o que representa a audiência mais baixa da cerimônia da Academia de Hollywood desde 2008, segundo os números divulgados nesta segunda-feira pela empresa de pesquisas Nielsen.

Spotlight: prêmio de melhor filme
Spotlight: prêmio de melhor filme
Foto: EFE

A cerimônia, que foi apresentada pelo comediante Chris Rock e que coroou "Spotlight - Segredos Revelados" como melhor filme, obteve um índice de audiência de 10,4% entre o público adulto de 18 a 49 anos.

A festa do Oscar de 2015, que teve Neil Patrick Harris como mestre de cerimônias, conseguiu um melhor resultado que a deste ano, uma vez que foi vista por 37,3 milhões de espectadores, com uma audiência de 11%.

A edição deste domingo marca, além disso, o pior resultado de audiência televisiva para a cerimônia do Oscar desde 2008, quando 32 milhões de pessoas assistiram a premiação apresentada por Jon Stewart.

De acordo com os dados divulgados hoje pelo site especializado "Deadline", a edição de 2014, com Ellen Degeneres como apresentadora, se mantém como a mais vista das realizadas no século XXI ao atrair 43,7 milhões de espectadores.

A 88ª edição do Oscar aconteceu este domingo envolvida na polêmica pela ausência de diversidade entre os indicados, já que, pelo segundo ano consecutivo, não houve atores negros indicados nas categorias de interpretação.

Este fato provocou a ameaça de um boicote por parte da comunidade negra e hoje, após a divulgação dos dados da audiência, responsáveis pelo protesto asseguraram que suas ações de rejeição provocaram, em parte, os maus resultados televisivos.

"O boicote ao Oscar branco este ano foi um sucesso fantástico", disseram hoje Earl Ofari Hutchinson, presidente da Mesa Redonda de Política Urbana de Los Angeles, e Najee Ali, presidente do Projeto de Esperança Islámica, segundo o "Deadline".

Como organizadores do boicote ao Oscar, Hutchinson e Ali alertaram que, se não houver mudanças para favorecer a diversidade em Hollywood, o próximo passo será organizar um boicote dirigido aos anunciantes televisivos.

 

EFE   

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