Charlie Hunnam chama possíveis crimes de Lizzie Borden de 'compreensíveis'
Ator, que interpretou o assassino Ed Gein na temporada anterior de Monstro, agora vive Andrew Borden, pai de Lizzie, no novo ano da antologia de Ryan Murphy
Escalado para viver Andrew Borden na série Monstro: A História de Lizzie Borden, Charlie Hunnam afirmou que os supostos assassinatos cometidos por Lizzie contra o pai e a madrasta a machadadas, em 1892, seriam "compreensíveis" como um crime passional. O ator destacou que, embora ela tenha sido absolvida e a culpa nunca comprovada, as mortes teriam sido uma reação extrema ao ambiente familiar opressivo e hostil em que vivia, diferenciando o caso da depravação de Ed Gein, que ele interpretou antes.
Depois de interpretar o assassino Ed Gein na terceira temporada da antologia Monstro, de Ryan Murphy, o ator Charlie Hunnam (Sons of Anarchy) retorna na nova produção, Monstro: A História de Lizzie Borden, desta vez como Andrew Borden, pai da mulher acusada de matar o próprio pai e a madrasta com golpes de machado.
Em entrevista à Entertainment Weekly, Hunnam comparou os dois personagens e destacou a diferença entre os crimes associados a eles. Para o ator, caso Lizzie Borden tenha realmente cometido os assassinatos — algo que nunca foi comprovado —, o contexto seria completamente diferente do de Gein.
"Acho que eles são personagens muito diferentes", afirmou Hunnam ao falar sobre os dois casos. Segundo ele, Gein era "um personagem profundamente perturbado" que passou por um longo período de "depravação realmente perversa", enquanto o caso Borden estaria relacionado a outro tipo de dinâmica.
Hunnam ressaltou que Lizzie foi absolvida no julgamento e que sua responsabilidade pelos assassinatos nunca foi comprovada. Ainda assim, ao discutir a hipótese de que ela tenha sido a autora dos crimes, o ator classificou o episódio como uma possível reação extrema ao ambiente familiar em que ela vivia.
"Embora, se ela de fato tenha cometido esse crime — e isso nunca foi provado, ela foi inocentada no tribunal — todas as evidências sugerem que provavelmente foi responsável", disse.
Na visão do ator, a situação seria um "crime passional muito mais compreensível". Hunnam descreveu a casa dos Borden como um ambiente extremamente opressivo, marcado pela relação difícil entre Lizzie, o pai e a madrasta.
"Ela vivia nessa casa incrivelmente opressiva, com um pai que era completamente inacessível e governava de uma maneira fria, rígida e mesquinha, e uma madrasta que era infeliz e ressentida com ela", afirmou.
O que aconteceu na casa dos Borden?
Andrew Borden e Abby Borden, pai e madrasta de Lizzie, foram encontrados mortos dentro da residência da família em Fall River, Massachusetts, em 4 de agosto de 1892.
Abby foi encontrada primeiro, no quarto de hóspedes. Andrew foi localizado posteriormente na sala de estar. Os dois haviam sido atacados repetidamente na cabeça com um objeto semelhante a um machado.
As investigações inicialmente tiveram dificuldades para acreditar que Lizzie pudesse ser responsável pelos crimes. Ela própria foi quem chamou a polícia para comunicar a morte do pai. Com o avanço das investigações, porém, as autoridades passaram a desconfiar de seus relatos, que apresentavam inconsistências.
Lizzie e a empregada Bridget Sullivan eram as únicas pessoas que estavam na residência no momento dos assassinatos.
Lizzie foi presa em agosto de 1892 e julgada no ano seguinte. O processo começou em junho de 1893 e chamou enorme atenção da imprensa e do público. Após menos de duas horas de deliberação, segundo relatos da época, o júri a absolveu das acusações.
Até hoje, ninguém foi condenado pelos assassinatos. A arma do crime também nunca foi encontrada.
Qual é a história de Monstro: A História de Lizzie Borden?
Monstro: A História de Lizzie Borden acompanha uma das figuras mais controversas da história criminal dos Estados Unidos. Em 1892, Lizzie Borden foi acusada de assassinar o pai, Andrew Borden, e a madrasta, Abby Borden, com golpes de machado dentro da casa da família, em Massachusetts. O julgamento se transformou em um dos casos mais famosos da época e, apesar de ter sido absolvida por falta de provas, Lizzie permaneceu para sempre ligada ao crime que chocou o país.
https://youtu.be/LnUNkApuiEo?si=12A1-eIJECgqRuFW
Fonte: EW
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