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Viradouro é campeã do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro

A escola homenageou a trajetória e o legado de Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, lenda das baterias do carnaval carioca

18 fev 2026 - 17h18
(atualizado às 17h47)
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A Unidos do Viradouro é a grande campeã do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro de 2026. Com a conquista, a agremiação de Niterói (RJ) chegou ao seu 4º título. 

Neste ano, a escola homenageou a trajetória e o legado de Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, um dos maiores nomes da história das baterias do carnaval carioca, com o enredo Para cima, Ciça!.

Na avenida, a Viradouro emocionou a Sapucaí com homenagens ao desfile histórico de 2007. Já na apuração, a agremiação teve apenas duas notas 9.9 no quesito ‘fantasias’ e no quesito 'samba enredo', e gabaritou as demais avaliações. 

No Sambódromo do Sapucaí, a Viradouro, 4ª colocada no carnaval de 2025, foi a terceira a desfilar na 2ª noite e comoveu com uma releitura de um dos momentos mais icônicos da história da escola: o carro do xadrez, com a bateria posicionada no alto da alegoria, no enredo A Viradouro Vira o Jogo

Em 2026, a agremiação atualizou o conceito, destacando a importância do Mestre Ciça para a construção da identidade da Viradouro. O desfile também marcou o retorno de Juliana Paes ao posto de rainha de bateria. 

A atriz global, que participou do desfile histórico de 2007 e fez sua última participação como rainha de bateria da escola em 2008, retornou ao posto após 18 anos. Juliana Paes também se emocionou após o anúncio do resultado: "Eu falei, eu não presto pra apuração porque eu pago mico, eu incomodo quem está do lado. Mas é isso, é inevitável sentir [essa emoção]".

O samba-enredo foi assinado pelos compositores Claudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet, Anderson Lemos, Sandrinho e Thiago Meiners. 

Juliana Paes voltou ao cargo de rainha de bateria da Viradouro
Juliana Paes voltou ao cargo de rainha de bateria da Viradouro
Foto: Douglas Shineidr/Especial para o Terra

Confira a letra: 

Se eu for morrer de amor, que seja no samba

Sou Viradouro, onde a arte o consagrou

Não esperamos a saudade pra cantar

Do mestre dos mestres, herdei o tambor

Eu vi… a vida pulsar como fosse canção

Milhões de compassos pra eternizar

Em cada batida do meu coração

O som que reflete o seu batucar

Lá, onde o samba fez berço, do alto do morro

Um menino orgulha Ismael, bicho novo

Forjado nas garras do velho leão

Contam no Largo do Estácio

O destino em seu passo

Que fez, pouco a pouco, uma chama acender

Traz surdo, tarol e repique pro mestre reger

Quando o apito ressoa, parece magia

Num Trem Caipira, no olhar da baiana

Medalha de Ouro, suingue perfeito

Que marca no peito da escola de samba

Se a vida é um enredo, desfilou outros amores

Maestro fez do couro sinfonia

Na ousadia dos seus tambores

Peça perfeita pra me completar

Feiticeiro das evocações

Atabaque mandou te chamar

Pra macumba jogar poeira

No alto, vai resistir a caixa de Moacyr

Legado do Mestre Caveira

Sou eu mais um batuqueiro a pulsar por você

Ciça, gratidão pelas lições que eu pude aprender

E, hoje, aos teus pés

Somos todos um nessa Avenida

Num furacão que nunca vai ter fim

Nossa história não encontra despedida

*A cobertura de carnaval do Terra tem apoio de Bluefit, Gol, Magalu, Mercado Pago, OMO, e Popeye's #TerraNoCarnaval

Fonte: Portal Terra
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