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Carnaval do Rio

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Saiba como agem os assaltantes nos blocos de Carnaval do Rio

Vítimas relatam que criminosos simulam briga para conseguir levar objetos dos bolsos dos foliões

14 fev 2015 - 19h53
(atualizado às 20h22)
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<p>Movimentação foi intensa na delegacia do centro</p>
Movimentação foi intensa na delegacia do centro
Foto: Daniel Favero / Terra

Carnaval é só alegria. Mas como em qualquer aglomeração, não dá para dar mole. O Terra fez uma ronda por delegacias da cidade do Rio de Janeiro para verificar a incidência de roubos, furtos e outras ocorrências, e também para falar com quem estava registrando um B.O. em busca de dicas para evitar se tornar mais uma vítima.

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Quase a totalidade dos roubos e furtos ocorreram quando o bloco já terminava ou bem no meio da aglomeração. As vítimas relataram sempre a mesma tática usada pelos bandidos: simular uma briga para justificar o empurra-empurra e, nesse momento, comparsas aproveitam para enfiar a mão nos bolsos e levar o que dá.

Os itens mais roubados são documentos, cartões de banco e o pouco dinheiro que os foliões carregam já tentando se precaver dessa situação.

“Tu está ali tranquilo e daqui a pouco começa algo que parece uma briga, um empurra-empurra, e quando tu vê, te levaram a carteira. Depois tu raciocina melhor e percebe que tinham outros caras te cercando. É a tática que eles usam”, conta Jader Miranda, enquanto esperava para registrar ocorrência em uma delegacia do Centro do Rio, logo após o término do desfile do bloco Bola Preta. Ele perdeu os documentos e R$ 180 que carregava no bolso.

Outras três pessoas contaram exatamente a mesma história. Tanto que, pouco depois do desfile do Bola Preta, era grande a fila em frente à delegacia do Centro. Foliões inconsolados esperavam sua vez para registrar a ocorrência.

<p>Após o tradicional Bloco Bola Preta, as vítimas fizeram fila para registrar B.O</p>
Após o tradicional Bloco Bola Preta, as vítimas fizeram fila para registrar B.O
Foto: Daniel Favero / Terra

Nas delegacias de Copacabana, a 13ª e 14ª DPs, a situação era tranquila no meio da tarde. As principais ocorrências eram de furtos, mas somadas não chegavam a 60 registros nas últimas 24 horas. No entanto, os policiais diziam que o movimento começaria no final da tarde. “No ano passado tinha fila para registrar ocorrência, espero que não seja assim de novo”, dizia uma das policiais responsáveis pelo atendimento.

No Leblon, a situação era mais complicada. Apesar da polícia dizer que poucas ocorrências tinham sido registradas, cerca de 10 pessoas esperavam para comunicar que tinham sido vítimas de algum crime.  

RJ: Bola Preta é seguido por milhões em dia de forte calor:

Pegou o ladrão na corrida: “Escolheu o cara errado"

Um deles era o médico Lucas Rocha, 27 anos, que teve uma corrente roubada enquanto estava na praia. “Ele veio por trás pegou, mas corri atrás. Ele tentou subir na bicicleta, mas peguei o ladrão com a ajuda de populares”. A PM foi chamada e o meliante encaminhado para a delegacia por flagrante.

Indagado se não seria perigoso fazer o que fez, Rocha se justifica. “Sabe, cara... foi um cordão que meu avô me deu há seis anos. E na hora você não pensa, vi que ia conseguir e fui... machuquei todo o meu pé, mas na hora nem senti”, conta. “Ele escolheu o cara errado”, finalizou.

Na mesma delegacia do Leblon, o analista financeiro Rafael Cossi, 24 anos, conta como foi vítima de furto pelo terceiro ano seguido em blocos do Rio. “Começou a confusão e, quando vi, tinham levado dinheiro, R$ 30, cartões e a identidade”, relata.

<p>Lucas Rocha mostra o pé machucado após correr atrás de ladrão</p>
Lucas Rocha mostra o pé machucado após correr atrás de ladrão
Foto: Daniel Favero / Terra

Mas no ano passado ele foi vítima de um assalto com consequências muito mais graves. “O cara me roubou a corrente e fui até ele para tentar convencê-lo a me devolver. Tentei até comprar de volta, mas não adiantou, ele e outros caras começaram a me bater e fui socorrido por amigos que estavam perto”, lembra.  

Dicas de segurança

Não leve objetos de muito valor para os blocos 

Dinheiro suficiente para gastos com cerveja, refrigerante e água, além da volta para casa

Tome cuidado ao tirar dinheiro do bolso

Fique esperto quando começar uma confusão, pode ser uma simulação para facilitar roubos

Algo que pode dificultar a vida dos ladrões é usar uma mini pochete, presa na cintura e que é guardada por dentro da calça. Custa cerca de R$ 7 em camelôs

Faça ocorrência em local próximo de onde você mora ou está hospedado, porque pode ter que buscar o registro no dia seguinte, depois da aprovação de um policial de plantão, que nem sempre está na delegacia naquele momento.

<p>Pochete vendida a R$ 7 pode ajudar a evitar assaltos</p>
Pochete vendida a R$ 7 pode ajudar a evitar assaltos
Foto: Daniel Favero / Terra

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Fonte: Terra
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