Com o intuito de apresentar músicos da produção contemporânea, o festival Rec-Beat será realizado no Cais da Alfândega, no Recife, entre 9 e 12 de fevereiro, com 25 atrações nacionais e internacionais, incluindo grupos infantis e DJs. No time brasileiro, estarão artistas como Tulipa Ruiz, Anelis Assumpção, Céu, Karina Buhr, BNegão & Seletores de Frequência, Os Mulheres Negras e Mestre Vieira.
Frevo O frevo é o ritmo mais conhecido do Recife. Tanto sua música quanto sua dança característica unem elementos da marcha, do maxixe e da capoeira. Geralmente muito alegre, o frevo é dançado com roupas coloridas e guarda-chuvas também cheios de cores. O turista que for ao Carnaval para a cidade poderá se juntar à folia com esse ritmo e arriscar uns passos
Foto: Prefeitura de Recife/Divulgação
Natural de São Paulo, Tulipa Ruiz fará o primeiro show na capital pernambucana de seu álbum Tudo Tanto. Anelis Assumpção, que é filha do músico Itamar Assumpção, apresentará o disco Sou Suspeita, Estou Sujeita, Não Sou Santa. Céu, por sua vez, mostrará seu lado roqueiro e festeiro com doses de brega do Caravana Sereia Bloom, terceiro álbum da cantora. Além das paulistas, subirá ao palco do festival a baiana Karina Buhr, com repertório que incluirá canções dos álbuns Eu Menti Para Você (2010) e Longe de Onde (2012).
No time masculino, estará BNegão & Seletores de Frequência, que apresentará o mais recente trabalho, Sintoniza Lá, lançado após quase 10 anos de hiato. Os Mulheres Negras, duo formado por Andre Abujamra (voz, guitarra e teclados) e Maurício Pereira (voz e sax), irá ao Recife para uma rara apresentação, que inclui uma mistura de paródias, tecnologia e humor, utilizando como referências de Beatles a Villa-Lobos, passando por Peppino di Capri, funk, lambada, baião, punk e bossa nova. Precursor do movimento Guitarradas, o guitarrista Mestre Vieira comemorará 50 anos de carreira, acompanhado de vozes femininas da nova geração do Pará.
Entre as atrações internacionais, estará a banda colombiana Monsieur Periné, que aposta no gypsy jazz combinado com diferentes ritmos da música popular latina, como cumbia, raspa e bolero. O rapper venezuelano McKlopedia também subirá ao palco, além do mexicano Juan Cicerol e o paraguaio Celso Duarte.
Para as crianças, haverá um espaço com programação especial de música e teatro, na segunda-feira (11 de fevereiro), a partir das 16h, no térreo do Paço Alfândega. As pernambucanas Cavaco e a Pulga Adestrada e As Levianinhas farão números de mágica e musicais.
Veja abaixo a programação completa:
SÁBADO (9/2)
DJ DJIIVA (nos intervalos entre as bandas)
19h30 - N'Sista (Brasil/Espanha)
21h- Combo X (PE)
22h- Mestre Vieira e Convidadas (PA)
23h10 - MCKlopedia (Venezuela)
0h30 – Karina Buhr (PE)
DOMINGO (10/02)
19h30 – DJ Catarina de Jah (PE) - Abertura e intervalos entre as bandas
20h - Uh La La! (PR)
21h – Juan Cicerol (México)
22h – Kosta Kostov (Bulgária)
23h10 – Monsieur Periné (Colômbia)
0h30 – Tulipa Ruiz (SP)
SEGUNDA (11/02)
16h- Recbitinho – Cavaco e sua pulga adestrada (Paço Alfândega)
17h- Recbitinho – As Levianinhas (Paço Alfândega)
19h30 - DJ Ravi Moreno (PE) - Abertura e intervalos entre as bandas
20h – Daniel Peixoto (CE)
21h – Os Sertões (PE)
22h - FInlândia (Brasil/Argentina)
23h10 - Anelis Assumpção (SP)
0h30 – BNegão & Seletores de Frequência (RJ)
TERÇA (12/02)
19h30 – DJ Maga Bo (RJ) - Abertura e intervalos entre as bandas
21h - Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos Todos Inúteis (PE)
22h – Celso Duarte (Paraguai)
23h10 – Os Mulheres Negras (SP)
0h30 - Céu (SP)
Aline Oliveira disse que já teve problemas por causa de ciúmes dos namorados, mas no momento está sozinha: "não vou deixar de fazer as coisas, então, prefiro ficar solteira"
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Aline, que está na Mocidade Alegre há 11 anos, já foi destaque em carro alegórico, desfilou na comissão de frente e até como ritmista
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
"Tem algumas coisas que não são muito a minha cara, me incomodam. Mas se tiver no enredo rola, eu tenho que me inspirar e aí vai. Eu não gosto de tapa-sexo e até acho que não tenho corpo para isso. Já usei uma vez, mas não quero mais usar. Estou muito acostumada a usar calcinha, até maiorzinha, mas é uma coisa particular. Tem muita gente que usa e acho até bonito, acho que fica com o corpo bem estrutural", disse
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Aline faz questão de estar por dentro de tudo que acontece na escola e tem uma relação muito próxima com a comunidade. "Com isso você vai saber falar mais sobre sua escola, vai ter mais propriedade. A comunidade vai saber mais de você, sentir mais como você é. As pessoas conseguem ver essa ligação no sambódromo", afirmou
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
"Entre rainhas de outras baterias acho que a relação é bem tranquila. Algumas de nós até nos falamos com mais frequência, uma vai ao ensaio da outra. As pessoas sempre convidam a rainha porque acaba sendo um ícone da escola. Não tem problema, porque é cada uma no seu quadrado", contou
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Aline Oliveira está com grandes expectativas para seu segundo ano à frente da bateria da Mocidade Alegre, no Carnaval 2013. Logo em sua estreia, ela já teve uma das performances mais comentadas do Anhembi ao tocar surdo sobre uma plataforma no meio da bateria, e viu sua escola se consagrar campeã
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
"Próximo ao Carnaval a gente acaba perdendo muitas calorias por causa dos ensaios, que ficam mais frequentes e intensos. Mas eu também tenho um trabalho fora do Carnaval que contribui para isso. Sou educadora física, então, trabalho com ginástica, com aeróbico o tempo todo. Quando perco peso fico triste, sou totalmente o oposto. No final do ano engordei um pouquinho e fiquei superfeliz", contou ela durante entrevista exclusiva ao Terra
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Ela já foi destaque, desfilou na comissão de frente e até dentro da bateria
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Aline é adepta do pilates e investe na musculação para manter o corpo tonificado. "Nesse mês capricho mais porque a gente faz muita foto e cuido para chegar bem na avenida, tudo no lugar, durinho", revelou
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
"Na hora do anúncio, eu não sabia o que fazer, se chorava, se ria, se ajoelhava, se agradecia, fiquei em choque. Até cair a ficha demorou muito", contou ela lembrando de sua coroação
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
A expectativa para 2013 é grande. "Logo na estreia já ter entrado com força total, com o pé direito sendo campeã do Carnaval não tem preço. Foi maravilhoso e único", disse
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Antes de assumir o cargo de rainha da bateria, Aline desfilou tocando tamborim e surdo de terceira na bateria da Mocidade. "Hoje eu brinco com eles, no ensaio às vezes pego caixa, repinique, mas minha paixão é mesmo o surdo", revelou
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
"Às vezes as pessoas perguntam se não estou cansada de tirar foto e sempre falo que não, quero mais é tirar foto mesmo, fico muito feliz de representar minha escola", declarou a rainha de bateria
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
A performance de Aline em 2012 deu o que falar, mas ela não foi a primeira rainha da Mocidade a tocar um instrumento na avenida. "A Nani [Moreira] um dia estava brincando tocando tamborim, decidiu que ia desfilar com ele, saiu e bombou. Ela também sempre adorou tocar. Eu tocava na bateria quando ela era rainha, então teve essa troca de informação", contou ela
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
"Minha alimentação não é muito regrada porque, se eu for comer só coisas leves e saudáveis, vou sumir", revelou
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
"Sempre fico nervosa, entrar no palco, saber que as pessoas estão esperando por você já dá muito nervoso, ansiedade, agora na avenida é o triplo disso. Não estou dormindo nem agora, imagina na véspera", contou
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
A rainha de bateria desfila pela Mocidade há 11 anos
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Aline conta que na hora da adrenalina não sente nada. "Depois sempre aparece um arranhadinho, um roxo, uma coisa que apertou um pouquinho demais. Quando o corpo esfria é que o bicho pega, mas nada absurdo"
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
"Em 2011 teve o problema com o carro e eu acabei nem entrando. Foi chato porque teve toda uma produção, você corre atrás de fantasia, nessa época é crucial, a gente respira Carnaval. Você vai no estilista, figurinista, quadra, barracão e fica pensando nisso até ficar 100% então não desfilar foi ruim", disse
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
"Em show já aconteceu acidente de eu estar sambando e o sutiã abrir, e rapidamente eu ter que virar e sair. A sandália às vezes estoura o fecho, essas coisas acontecem, então eu sempre tenho um kit", contou Aline
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
"Passistas e mulheres que estão dentro da escola olham e às vezes pensam como seria se estivessem no meu lugar um dia, normal, assim como eu já um dia pensei será que um dia será a minha vez. Mas sempre acreditei que tudo tem o seu momento. Agora estou vivendo isso e sei que tenho que aproveitar cada segundo. Depois de mim sei que virá outra pessoa, como antes de mim teve a Nani", disse
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Aline Oliveira recebeu o Terra para entrevista e ensaios exclusivos, em São Paulo
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
A Mocidade Alegre será a terceira escola a desfilar no sábado, dia 9 de fevereiro