Autora de 'Filhos de Sangue e Osso' diz que não verá filme e afirma que nunca fará outra adaptação
Tomi Adeyemi afirma que o processo de adaptação de seu primeiro livro para o cinema foi uma experiência difícil
Tomi Adeyemi, autora do fenômeno literário "Filhos de Sangue e Osso", declarou que não assistirá à adaptação cinematográfica da obra, prevista para 2027, e que nunca mais adaptará seus livros. A escritora revelou ter vivido um processo traumático nos bastidores, marcado por crises de pânico, e se distanciou das decisões da produção após divergências, inclusive sobre a polêmica escalação de Amandla Stenberg, ressaltando a falta de controle criativo que teve em relação ao filme.
Tomi Adeyemi, autora de Filhos de Sangue e Osso, afirmou que não pretende assistir à adaptação cinematográfica da obra e que não voltaria a levar outro de seus livros para as telas. Em entrevista ao The Guardian, a escritora falou sobre o processo de produção do filme, previsto para chegar aos cinemas em janeiro de 2027, e sobre a decisão de seguir em frente com uma nova história.
Ao ser questionada se voltaria a adaptar algum de seus livros para o cinema, Adeyemi respondeu: "Nunca."
Sobre o longa baseado em seu primeiro romance, ela disse que também não planeja assistir à produção. "Ainda não pretendo assisti-lo, mas não é para mim", afirmou.
Autora diz ter vivido processo difícil
Publicado em 2018, Filhos de Sangue e Osso acompanha Zélie, uma jovem que luta para devolver a magia ao reino de Orïsha. Inspirado na mitologia da África Ocidental, o livro colocou uma protagonista negra no centro de uma história de fantasia e se tornou um fenômeno editorial.
A adaptação cinematográfica reúne nomes como Viola Davis, Idris Elba, Regina King, Damson Idris, Amandla Stenberg e Cynthia Erivo. Adeyemi participou da elaboração do roteiro, mas afirmou que passou a se sentir cada vez mais insatisfeita com o andamento do projeto.
Em julho, a autora publicou um vídeo de cinco minutos no TikTok no qual classificou o processo de adaptação como "a pior coisa que já tive que viver".
Segundo ela, houve momentos em que deixou o set chorando e com falta de ar e, posteriormente, enfrentou dores físicas e ataques de pânico. "Eu nunca mais quero ouvir falar desse projeto", declarou na ocasião.
Na entrevista, Adeyemi optou por não detalhar o que teria acontecido durante as gravações. "Eu não vou entrar nos detalhes", afirmou. Para ela, toda a trajetória envolvendo a trilogia e a adaptação foi intensa.
Discussão sobre elenco
A produção também esteve no centro de discussões relacionadas à escalação de Amandla Stenberg, que tem a pele clara, para interpretar uma personagem descrita no livro como tendo "pele cobre escura". A escolha provocou debates sobre colorismo.
Em seu vídeo publicado em julho, Adeyemi mostrou mensagens aparentemente enviadas a Stenberg em fevereiro de 2025, período em que a atriz havia respondido às críticas relacionadas à escalação. Na mensagem, a autora pediu que seu nome não fosse mencionado novamente pela atriz em entrevistas ou vídeos e solicitou que ela não entrasse mais em contato.
Questionada sobre a escolha do elenco, Adeyemi não quis acrescentar detalhes. "Com um filme, o diretor toma todas as decisões", explicou. Ela também destacou a diferença entre o controle que possui sobre o livro e o processo de produção cinematográfica.
"Com meu livro, posso falar sobre cada escolha até as vírgulas, porque isso está realmente nas minhas mãos. Então, não tenho nada a acrescentar, além da clareza de que essas não são minhas escolhas", afirmou.
Lançado em 2018, Filhos de Sangue e Osso estreou no primeiro lugar da lista de mais vendidos de literatura jovem adulta do New York Times e rendeu a Adeyemi um contrato de publicação milionário.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.