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Israel critica rapper que pediu 'fim de genocídio' em Sanremo

Ghali usou o festival para se solidarizar com palestinos

12 fev 2024 - 12h13
(atualizado às 14h49)
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O embaixador de Israel na Itália, Alon Bar, criticou o Festival de Sanremo por ter permitido que um dos competidores, o rapper Ghali, pedisse o "fim do genocídio" na Faixa de Gaza durante a última noite do evento, que terminou no sábado (10).

"Acho vergonhoso que o palco do Festival de Sanremo tenha sido explorado para difundir o ódio e provocações de modo superficial e irresponsável", escreveu o diplomata no X (antigo Twitter).

"No massacre de 7 de outubro, entre as 1,2 mil vítimas havia mais de 360 jovens massacrados e violentados no Nova Music Festival. Outros 40 deles foram sequestrados e ainda estão nas mãos de terroristas", disse.

Em resposta, Ghali, que é italiano nascido em Milão, mas filho de pais da Tunísia, nação árabe do norte da África, rebateu que aborda "esses assuntos" desde que era criança, "e não desde 7 de outubro".

"Para que outra coisa eu deveria ter usado o palco? O fato de que um embaixador fale assim não é bom, continua uma política de terror. As pessoas têm medo de dizer 'fim à guerra, fim ao genocídio'. Estamos em um momento no qual as pessoas sentem que podem perder alguma coisa por pedir paz", acrescentou.

Ainda assim, Roberto Sergio, CEO da emissora Rai, organizadora do Festival de Sanremo, expressou "solidariedade ao povo de Israel e à comunidade judaica".

Já o ministro das Relações Exteriores e vice-premiê da Itália, Antonio Tajani, afirmou que é "justo" pedir o fim das mortes de civis palestinos, mas que é preciso ressaltar "que há um responsável por tudo o que ocorreu", o grupo islâmico Hamas, e que "não se pode esquecer as vítimas inocentes israelenses".

Ansa - Brasil   
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