PUBLICIDADE

Breaking nos Jogos Olímpicos de Paris: Uma Nova Dança Quebrando Barreiras

21 ago 2023 - 13h15
Compartilhar
Exibir comentários

Após estrear nos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires 2018, o Breaking se prepara para dar um novo passo em sua trajetória ao se tornar parte do programa dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

O estilo de dança que surgiu nos anos 1970 no bairro do Bronx, em Nova York, como uma expressão de resistência da comunidade afro-americana e latina, conquistou o mundo com seus movimentos acrobáticos e expressivos. Agora, os melhores B-Boys e B-Girls do mundo se preparam para competir em busca das primeiras medalhas olímpicas da modalidade. 

Neste texto, exploraremos a história do Breaking, seu panorama global e brasileiro, e destacaremos alguns atletas que prometem brilhar na competição em Paris.

Rato; B-boy; breaking; Uberlândia —
Rato; B-boy; breaking; Uberlândia —
Foto: Joana Nogueira/The Flying Tempo Project / AUR

Trazendo as Raízes do Bronx para o Mundo: O Histórico do Breaking

O Breaking, uma dança que nasceu no coração do Bronx, em Nova York, na década de 1970, rapidamente conquistou adeptos ao redor do globo. O espírito de resistência e expressão artística dessa modalidade a levou a se disseminar em diversos países e a se integrar em diferentes culturas locais. Nos anos 1980, o Brasil também abraçou o Breaking, tornando-o uma parte significativa da cena artística e cultural do país. Ao longo do tempo, a modalidade se solidificou como uma forma de arte que transcende fronteiras e conquista cada vez mais admiradores.

Os Estados Unidos, como berço do Breaking, são reconhecidos como uma potência na modalidade. Lá, os B-Boys e B-Girls se tornaram verdadeiros ícones e inspiraram gerações seguintes a explorar a arte do Breaking. O Japão, por sua vez, é outro país que se destaca nessa dança, com atletas habilidosos que elevaram o nível das competições internacionais. Além disso, a França emergiu como uma força a ser reconhecida no cenário mundial, com dançarinos talentosos que têm demonstrado técnicas e estilos únicos.

No entanto, o Breaking não se limita apenas a esses países. Muitas nações da América Latina têm produzido talentos excepcionais, que combinam a herança cultural com elementos inovadores do Breaking. B-Boys e B-Girls da Bélgica, Espanha e Itália também têm se destacado em competições internacionais, trazendo diferentes influências para enriquecer a diversidade dessa forma de arte.

Essa expansão global do Breaking reflete o poder da dança como uma linguagem universal, capaz de conectar pessoas e culturas através do ritmo e da criatividade. Os atletas do Breaking, independentemente de suas origens, compartilham uma paixão comum pela dança e pela expressão artística, tornando essa modalidade uma das mais inclusivas e inspiradoras nas Olimpíadas de Paris 2024.

A Cena do Breaking no Brasil: Crescimento, Representatividade e Talentos Promissores

O Breaking encontrou solo fértil no Brasil e conquistou um crescente número de praticantes ao longo dos anos. No país, o estilo de dança se misturou a elementos da cultura local, incorporando passos de capoeira, samba e outras manifestações artísticas. Com o passar do tempo, a cena do Breaking no Brasil ganhou força, e os dançarinos têm buscado aprimoramento técnico e a representatividade em competições nacionais e internacionais.

Nas cidades brasileiras, comunidades de B-Boys e B-Girls têm florescido e promovido a cultura do Breaking através de batalhas, eventos e workshops. O país conta com uma série de competições locais e regionais que impulsionam o crescimento da modalidade e proporcionam oportunidades para jovens talentos mostrarem suas habilidades. Além disso, o apoio de iniciativas culturais e projetos sociais tem sido fundamental para disseminar o Breaking em áreas de vulnerabilidade social, oferecendo uma opção de expressão artística e empoderamento.

Breaking —
Breaking —
Foto: Little Shao/ Red Bull Content Pool / AUR

No cenário brasileiro, destacam-se B-Boys e B-Girls talentosos que têm se destacado em competições ao redor do mundo. Nomes como Bart, um jovem considerado um dos melhores B-Boys do mundo, têm representado o Brasil em eventos internacionais e prometem brilhar na estreia do Breaking nos Jogos Olímpicos de Paris. Além disso, outros dançarinos brasileiros como Luan San, um dos principais representantes do país no cenário internacional, e a talentosa B-Girl Paulina têm atraído os holofotes e mostrado a força e a criatividade do Breaking brasileiro para o mundo. Esses atletas serão, sem dúvida, nomes para ficarmos atentos durante a competição histórica em Paris.

Breaking nos Jogos Olímpicos: Padronização e Emoção nas Batalhas

Antes de sua inclusão nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o Breaking passou por um processo de padronização e adaptação para se tornar uma modalidade esportiva oficial no evento. Diversas mudanças foram implementadas para garantir que a dança mantivesse sua essência e autenticidade, ao mesmo tempo em que se adequava às exigências esportivas e de julgamento do cenário olímpico.

Uma das principais mudanças foi a padronização das nomenclaturas e movimentos do Breaking. Termos técnicos foram definidos de forma precisa e objetiva, garantindo uma linguagem universal para a modalidade. Por exemplo, os movimentos como "freeze" (posição estática), "power moves" (movimentos acrobáticos de grande impacto) e "footwork" (movimentos de passos rápidos no chão) foram estabelecidos e reconhecidos internacionalmente, permitindo uma comunicação clara entre atletas, juízes e público.

Além disso, foram estabelecidos critérios de avaliação claros, que levam em conta a originalidade, a técnica, a execução e a presença de palco dos B-Boys e B-Girls durante suas performances. A criatividade e improvisação continuam sendo aspectos fundamentais do Breaking, mas agora os dançarinos também são avaliados em aspectos mais objetivos, proporcionando uma competição justa e transparente. Os juízes atribuem notas em cada categoria, permitindo uma pontuação equilibrada e abrangente para determinar os vencedores das batalhas.

Foto: AUR

Outra adaptação importante foi em relação à segurança dos atletas. Foram estabelecidas regras para evitar lesões e garantir um ambiente seguro durante as batalhas de Breaking. Isso inclui limitações em movimentos considerados de alto risco, além de requisitos de equipamentos e condições da pista de dança. As medidas de segurança foram implementadas para garantir que os dançarinos possam se apresentar com confiança e expressar sua arte sem correr riscos desnecessários.

A estreia do Breaking nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 marcará um momento histórico para a dança e a cultura hip-hop, trazendo essa forma de expressão artística para um público global e enriquecendo o cenário esportivo com mais uma modalidade única e vibrante.

Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 acontecerão entre 26 de julho e 11 de agosto de 2024. As competições de Breaking estão previstas para os dias 9 e 10 de agosto de 2024, na icônica Place de la Concorde. Antes disso, os atletas buscarão suas vagas através de competições regionais, como o Campeonato Mundial WDSF 2023 e os Jogos Continentais, além da série de classificatórios Olímpicos em 2024.

Sobre o Autor 'Prazer, Diego Silver!'

Pai, Preto, Nerd e Mestre Jedi na arte de fazer meu dia parecer que tem 48hrs. Sou apaixonado por One Piece e fui educado em um mix de Tokusatsu, filmes chineses às segundas-feiras e Blaxploitation. Prometo ignorar argumentos rasos, ao mesmo tempo que vou elogiar coisas bobas e edificar alegorias que vão ensinar que o mundo não é o playground do condomínio.

AUR
Compartilhar
Publicidade
Publicidade