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Ana Paula Renault inicia guerra contra Adrilles Jorge; Justiça toma decisão

25 jun 2026 - 09h46
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A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de liminar de urgência apresentado por Ana Paula Renault contra o vereador Adrilles Jorge.

Foto: RD1

A ação da influenciadora e ex-BBB buscava a retirada imediata de conteúdos publicados nas redes sociais do parlamentar.

Além da remoção dos posts, Ana Paula pleiteava indenização por danos morais. Com a decisão, proferida nesta segunda-feira (23), as publicações seguem no ar até o julgamento final.

Por que a Justiça negou o pedido de Ana Paula Renault?

A magistrada responsável concluiu que não foram preenchidos os requisitos legais necessários para conceder a medida liminar.

Segundo a decisão, os fatos em debate envolvem manifestações direcionadas a uma pessoa pública, em contexto de interesse social.

Na fundamentação, a juíza ponderou que a participação voluntária de Ana Paula em um reality show de alcance nacional resulta em maior exposição ao escrutínio da sociedade.

Esse cenário, segundo o entendimento, amplia o espaço para críticas e opiniões, mesmo as mais contundentes, sem que isso configure motivo para censura prévia.

A informação foi divulgada pela colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles.

Detalhe técnico pesou na decisão

Além da discussão sobre liberdade de expressão, um ponto processual chamou a atenção do tribunal. A procuração anexada pelos advogados de Ana Paula foi assinada em data anterior à própria publicação das postagens questionadas.

Para o juízo, essa inconsistência cronológica exige novos esclarecimentos e maior aprofundamento das provas. O fato, segundo a decisão, inviabiliza uma determinação de urgência baseada apenas na análise inicial do processo.

O que diz a defesa de Adrilles Jorge?

A defesa do parlamentar comemorou o resultado. Em nota, o advogado Antonio Lafaiete Ribeiro Papaiano reforçou a tese baseada nas garantias constitucionais.

Segundo o defensor, a decisão representa o reconhecimento de que a liberdade de expressão e o direito à crítica não podem ser restringidos por liminares sem demonstração clara de ilegalidade.

A defesa sustentou ainda que as manifestações ocorreram dentro de um cenário de embate político e ideológico legítimo.

O caso está encerrado?

Não. A decisão se refere apenas ao pedido de urgência, e não ao mérito da ação. Inicialmente, o tribunal entendeu que a apuração de eventuais ilicitudes e a real extensão dos danos dependem de uma instrução processual completa.

O processo seguirá o rito regular na primeira instância, com produção de provas e direito ao contraditório, até a sentença final. Até lá, os conteúdos questionados permanecem disponíveis nas redes.

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