Aline Barros e marido são acusados de suposta fraude patrimonial em ação de R$ 398 mil
Empresa aponta suposta ocultação de bens para dificultar pagamento de dívida; assessoria da cantora gospel nega irregularidades
Aline Barros e o marido são acusados pela Fanplay Technology de ocultação patrimonial para evitar o pagamento de uma dívida de R$ 398 mil, originada em uma parceria de 2019 com a extinta empresa do casal, o Grupo Gênesis. A credora acusa o uso de outras firmas para desviar receitas, mas a Justiça negou os pedidos de bloqueio cautelar de bens por falta de provas urgentes. A defesa da cantora nega fraudes, alega apenas divergências contratuais e afirma que suas empresas sempre atuaram dentro da lei.
506,90. Segundo informações reveladas pelo jornalista Daniel Nascimento, do jornal O Dia, a empresa Fanplay Technology Produções e Eventos Ltda. acusa o casal de participar de uma suposta estrutura de ocultação de patrimônio para dificultar o pagamento de uma dívida.
O caso tramita na Justiça de São Paulo e teve origem em uma parceria comercial firmada em 2019 entre a Fanplay e o Grupo Gênesis de Produções e Eventos Itinerantes Ltda., empresa da qual Aline e o marido eram sócios.
Na época, a Fanplay antecipou R$ 120 mil para ajudar a custear um evento. A produção chegou a acontecer, mas a arrecadação não foi suficiente para cobrir as despesas e devolver o valor investido. Uma segunda apresentação, que também estava prevista, acabou não sendo realizada.
Diante do impasse, a Fanplay entrou na Justiça em 2020 para recuperar o dinheiro. O Grupo Gênesis contestou a cobrança, alegando que os recursos faziam parte de uma parceria comercial, e não de um empréstimo.
A Justiça determinou que a produtora pagasse R$ 125 mil, além de juros, correção monetária e despesas processuais. A decisão se tornou definitiva, mas a disputa ganhou um novo capítulo.
Por que Aline Barros entrou no processo?
Em maio de 2025, o Grupo Gênesis teve sua extinção registrada na Junta Comercial do Rio de Janeiro, enquanto a cobrança judicial ainda estava em andamento.
O encerramento da empresa levantou suspeitas por parte da Fanplay, que passou a questionar se receitas e atividades ligadas à carreira de Aline Barros teriam sido transferidas para outras empresas, dificultando o pagamento da dívida.
Em maio de 2026, a credora apresentou um incidente de desconsideração da personalidade jurídica, procedimento que busca responsabilizar os sócios e outras empresas por obrigações da pessoa jurídica devedora, quando preenchidos os requisitos previstos em lei.
, a Criative Music Ltda. e a Criative Agenciamento Ltda.
A Fanplay aponta suspeitas de confusão patrimonial, sucessão empresarial irregular e utilização de outras empresas para administrar receitas relacionadas à artista.
Entre os documentos apresentados está um contrato de representação artística exclusiva firmado entre Aline Barros e a Criative Music em janeiro de 2023. O acordo prevê que 90% dos valores das contratações sejam destinados à cantora e 10% à representante.
A credora utiliza esse documento para sustentar suas alegações, mas a existência do contrato não comprova, por si só, qualquer irregularidade.
Justiça negou bloqueio de bens
Durante a disputa, a Fanplay pediu o bloqueio cautelar de contas bancárias e de eventuais pagamentos relacionados às atividades dos envolvidos.
Em julho de 2026, o juiz André Frederico de Sena Horta, da 1ª Vara Cível de Barueri, negou a solicitação por entender que ainda não havia elementos suficientes para restringir o patrimônio das pessoas e empresas citadas.
084,65. Em agosto, o desembargador Elói Estevão Troly também negou a medida urgente.
As decisões não encerraram a disputa, mas indicam que, naquele momento, a Justiça não considerou demonstrados os requisitos necessários para autorizar o bloqueio antecipado de bens.
O que diz a assessoria de Aline Barros?
Procurada pela Coluna Daniel Nascimento, do jornal O Dia, a assessoria da cantora negou qualquer fraude e afirmou que o processo envolve divergências contratuais entre empresas.
Segundo a equipe da artista, a disputa está relacionada a uma parceria comercial para a realização de um evento virtual durante a pandemia de Covid-19.
"Os contratos estipulavam obrigações mútuas e, por ocasião de seu encerramento, ocorreram interpretações divergentes quanto à essas obrigações, o que gerou a disputa judicial", informou a assessoria.
A equipe também rejeitou as acusações de irregularidade.
"Obviamente, não há qualquer motivação para se falar em fraude ou algo do tipo, uma vez que nossa empresa sempre atuou e continua atuando rigorosamente dentro da lei", declarou.
A assessoria classificou as alegações contrárias como "mera e descabida ilação" e afirmou que respeitará a decisão final da Justiça.
Conforme os documentos judiciais consultados, extraídos em 6 de outubro de 2026, ainda não havia decisão definitiva reconhecendo fraude patrimonial por parte de Aline Barros ou determinando que a cantora respondesse pessoalmente pela dívida.
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