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A psicologia aponta: algumas pessoas são mais resilientes diante do estresse moderno e isso se explica desde o nascimento

A forma como aprendemos a lidar com a espera, a frustração e as mudanças pode ajudar a enfrentar as pressões do dia a dia; essa capacidade também pode ser desenvolvida ao longo da vida

19 out 2026 - 10h15
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Resumo
Um estudo publicado na BMJ Mental Health revela que pessoas nascidas entre 1950 e 1970 possuem maior resiliência emocional contra o estresse do que as gerações atuais. Essa estabilidade decorre de sua criação: habituadas a esperar, desenvolveram autonomia e tolerância à frustração sem a busca pela gratificação imediata. Além disso, crescer sem a comparação constante das redes sociais e com vínculos sociais presenciais permitiu a construção de uma identidade menos ansiosa diante das adversidades.
A psicologia aponta: algumas pessoas são mais resilientes diante do estresse moderno e isso se explica desde o nascimento.
A psicologia aponta: algumas pessoas são mais resilientes diante do estresse moderno e isso se explica desde o nascimento.
Foto: Divulgação, Warner Bros. Pictures / Purepeople

Você já observou a serenidade desconcertante com que algumas pessoas mais velhas lidam com os imprevistos?

Enquanto nosso primeiro reflexo nos dias de hoje costuma ser entrar em pânico, sentir ansiedade ou buscar desesperadamente uma solução no celular, elas parecem ter uma misteriosa estabilidade interior. 

Não se trata apenas de uma impressão.

Um estudo publicado na revista científica BMJ Mental Health descreveu esse fenômeno: as pessoas nascidas entre 1950 e 1970 têm, em média, uma resiliência emocional muito superior à das gerações mais jovens.

De onde vem essa sólida armadura psicológica?

Os pesquisadores atribuem isso a um ambiente de desenvolvimento radicalmente diferente. 

Essa geração cresceu em um mundo em que esperar era a regra. Sem a gratificação imediata que rege nosso cotidiano hoje, essas pessoas aprenderam desde cedo a lidar com a frustração e a cultivar uma autonomia construída na prática.

A ausência das redes sociais durante seus anos de formação também desempenhou um papel crucial de proteção. Crescer sem o olhar julgador das "curtidas", sem essa exposição contínua à comparação social, permitiu que construíssem uma percepção de si mesmas muito menos ansiosa.

Seus vínculos se desenvolveram no mundo real: rostos de verdade e conversas cara a cara eram o que constituía sua verdadeira estrutura social.

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Também não podemos esquecer que essa faixa etária navegou por um oceano de mudanças vertiginosas.

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