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Filme: Alta Fidelidade






De: Patrícia
Olá! Concordo plenamente com você no que se refere ao filme de Stephen Frears (Alta Fidelidade). Fui ao cinema assisti-lo somente por causa da peça, e confesso que me decepcionei. Com a trilha (da peça era muito melhor) e também com o roteiro e as atuações. Guilherme Weber, o nosso BRASILEIRO Guilherme, interpretou Rob de uma maneira muito mais
convincente. Por que será? Por ser Ator, sim, Ator com A maiúsculo, algo que faltou no filme.

De: Gerbase
Acho que a grande diferença da peça pro filme é que os atores da peça entregaram-se aos personagens e sofrerem com eles, enquanto que, no filme, Cusak e companhia só queriam divertir ao distinto público.

De: Djair Pacheco
Concordo com a tua crítica do filme Alta Fidelidade em gênero e grau. Em nenhum momento o protagonista demonstra algum entusiasmo pelo negócio que ele administra, algum apreço pelos funcionários e pelo mundo da música em geral. Na verdade, parece que ele tá de saco cheio com tudo aquilo. Aliás, o único momento em que ele demonstra algum interesse por música é na cena em que está em casa reorganizando os
discos, (em ordem de compra, por sinal, que é outro detalhe puramente prosaico). É isso aí.

De: Gerbase
Também achei idiota o critério, na hora, mas depois, pensando nessa bobagem, achei que fazia sentido: o personagem não consegue libertar-se da própria história, do seu passado, pensa sempre de forma linear. E por isso não está satisfeito nunca com a mulher que tem no presente.

De: Pedro José Rodrigues
Concordo com as suas críticas sobre o filme, pois realmente ele não empolga, principalmente pelo fato de não acreditarmos no sofrimento do personagem principal em relação a seus pares românticos. Mas gostaria de citar um outro ponto: a caretice do filme. É um filme que não apresenta o universo de que trata da maneira que deveria - cadê as drogas? Cadê a
revolta com o sistema? Acredito que o filme poderia explorar mais esta insatisfação do homem moderno em se encaixar dentro dos padrões da sociedade. Não sei, para mim ficou a impressão de que o filme nos leva a
crer que devemos nos moldar ao sistema.

De: Gerbase
Não vou tão longe. Acho que o Frears, como sempre, está na contramão dos padrões da sociedade. Talvez, neste filme, menos do que nos outros, mas não dá pra chamá-lo de careta. Quanto às drogas, seriam uma referência interessante, mas sua ausência não chega a constituir uma tragédia.

De: Michelle
Comentando o filme Alta Fidelidade tenho que discordar de ti, o que não é muito freqüente. Tu dizes que ele deveria ir mais pro lado existencial, mas dessa fora penso que a chatice da personagem de John Cusack no roteiro só aumentaria... Um dos pontos altos pra mim do filme foi a leveza, o que me possibilitou sair feliz do cinema, apesar de não engolir a Laura(?) com quem ele fica no final. Por nenhum minuto ela transmitiu coisa alguma. No entanto, gostei dos colegas da loja que, apesar de por vezes se mostrarem irritantes, me proporcionaram boas risadas.

De: Gerbase
Quando falei em lado "existencial" não estava pedindo um monte de diálogos "profundos", e sim uma atuação mais emocionada e quente.

De: José Ricardo
Pelo visto minha opinião ao Rastros de Ódio gerou um pouco de controvérsia por parte de alguns leitores, o que acho ótimo. Finalmente uma discussão adulta sobre cinema! Te agradeceria se me enviasse os mails do Simeão e o do Fernando Vasconcelos para troca de opinião, pois achei ótimas as colocações destes caras. É um papo assim que falta na net... Realmente, eu já sabia que a KU KLUX KHAN é um movimento bem
antigo gerado pelo ódio racista etcetera e tal, mas que atingiu o seu ápice nos anos 60 devido a movimento libertário dos negros e pela constante necessidade de mudança da sociedade careta americana. Não desmereço os filmes de John Ford... Como havia dito não curto muito o gênero faroeste, mas No tempo das Diligências, pra mim, é um dos melhores filmes de ação e aventura já feitos. Só acho que o cara pegou
pesado em entulhar num filme um monte de idéias preconceituosas, mas admiro a filmografia dele. Bem... fico por aqui aguardando um breve contato deste pessoal. Se quiser passar meu mail pra eu continuar o debate, eu autorizo, ok?

De: Gerbase
Vou perguntar pra eles se dá pra liberar os endereços. Alô, pessoal, tudo bem? Eu também quero entrar nessa briga, mas não peguei ainda a fita. Talvez no final de semana.

De: Leandro Kerber
Olha, cara, teu filme ficou realmente demais. Ponha-se no meu lugar: um cara porto-alegrense que gosta de estórias sobre liberdade e fidelidade, que ponham em cheque valores sociais tidos com imutáveis. Resultado? Fui surpreendido com um dos melhores filmes da minha vida. Um roteiro pra lá de envolvente, com diálogos vivos e uma estória instigante, uma trilha que dá vontade de correr pra comprar o CD e, acima de tudo, com uma idéia central pra gerar polêmica. Fui ver Tolerância com a expectativa de quem já tinha visto alguns de seus curtas e lido várias vezes, tanto sua coluna de opinião sobre cinema no ZAZ, quanto seus textos no NÃO. (...) Eu acho que teu maior mérito é discutir questões delicadas com a maior proximidade possível da realidade, deixando de lado todo tipo de hipocrisia, com uma linguagem que flui como uma conversa com o teu maior parceiro. Mas, sem entrar em muitos devaneios, voltemos mais explicitamente para o Tolerância.

Acho que pra ti, diretor/roteirista do filme, alguém tentar explicar o que tu tentou dizer deve ser um pouco sacal. De qualquer forma, eu vou pegar leve. Vamos começar com uma dúvida. A Anamaria era realmente a Sabrina, a namorada virtual do Júlio? A impressão que eu tenho era que sim, mas também acho que isso não fica claro no filme. Por que então ela
não usou isso para seduzi-lo, depois de conhecê-lo?

Sobre as cenas de sexo: acho que acertaste em cheio. A intimidade de uma pessoa nunca fica tão exposta como quando ela está transando. E é desta situação que o filme se aproveita. Veja o casal Júlio/Márcia na cachoeira. Como entender a relação de ambos sem vê-los transar? Imagine o filme sem isso. Pra mim, o sexo está em Tolerância assim como ele também está na vida e isso corrobora em muito com o realismo contido no filme.

Eu vi o filme com minha namorada (e recomendo que qualquer casal o veja) e a cena onde a Márcia expulsa o Júlio provocou reações fortes na gente. O quê? Ela deu para o seu cliente e agora quer ter razão? - pensei na hora. Depois, pensando melhor, com a ajuda de uma mente feminina, tive que dar o braço a torcer. Como ela poderia transar com ele pensando em outra? O problema era que ele estava com a cabeça na Anamaria (e momentos depois com muito mais) e isso não estava muito bem definido no pacto de liberdade do casal.

Bem, daria pra escrever um monte sobre o filme. Mas quero discutir um detalhe que tu chamaste a atenção: a diferença nas mortes de Anamaria e Teodoro. Juvenal mandou matar seu meio-irmão não por causa da terra, que há trinta anos este já tinha se apossado, nem por causa da traição de seu pai. Tudo isso ele tolerou. O que ele não agüentou foi ver aquele cara, que tinha matado seu irmão e mentido no julgamento, sair impune. Esse foi, pra mim, o limite da tolerância de Juvenal. Já, no caso da morte da Anamaria, a coisa foi bem diferente. Márcia não suportou que uma mulher tomasse seu espaço, entrasse na sua vida para se apossar de seu homem. Foi lá tirar a estória a limpo. Claro que ela não queria provocar a morte de Anamaria, mas sua reação explosiva mostrou a fragilidade de sua tolerância.

Analisando estas situações vê-se claramente a diferença no quanto Juvenal e Márcia podiam agüentar. O fazendeiro teve que perder algo importante para ele, enquanto que Márcia não pôde suportar esta hipótese, sucumbindo antes. Como diria o próprio Juvenal: "Eu sou um homem tolerante". Ou pelo menos mais tolerante que a aparentemente liberal e compreensiva Márcia.

Então era isso. Espero que eu não tenha enchido teu saco demais. Mas o que fazer? Este é o preço de ser polêmico e mexer com a cabeça de milhares de jovens como eu! Aliás, tem um pessoal te sacaneando no
ranking do ZAZ. Não deveria ser assim, mas tem muita gente que se deixa influenciar por aquela nota lá. Um grande abraço a toda equipe de Tolerância. Valeu pelo filme e até a próxima!!!

De: Gerbase
Obrigado, Leandro. Respondendo à pergunta: na minha imaginação (e roteirista também imagina coisas que não fazem parte explícita do roteiro), a Guida contou para a Anamaria que o pai entrava no chat, revelou seu apelido, e as duas sacanearam o Júlio por um tempo, criando o personagem Sabrina. Depois a Anamaria continuou sozinha, esquentando cada vez mais a relação. Colou? No mais, o maior prazer (pelo menos o MEU maior prazer) ao fazer um filme é verificar que ele provoca discussões como a que você teve com a sua namorada. Cinema é pra isso: emocionar e fazer pensar.

De: Fernando Vasconcelos
Estou te enviando apenas o trecho do meu informativo onde falo do teu filme. Vi hoje em pré-estréia e amanhã está entrando em cartaz aqui em Recife. Achei legal, mas eu esperava muito mais depois de ler tanta
gente falando que achou ótimo na tua coluna do Terra. Espero que considere a crítica construtiva. Só não engoli mesmo aquela versão de "Como Nossos Pais" no final. Quem canta aquilo? Mas gostaria de dizer também que, tirando essa musica, achei a trilha sonora muito boa.

"Na clara tentativa de fazer um cinema adulto popular e despretensioso, o filme do gaúcho Carlos Gerbase tem seus erros e acertos. Na direção de atores, descontando alguns coadjuvantes, o Gerbase tira leite de pedra. A Maitê Proença está luminosa e convincente como nunca! Ponto também para o acabamento técnico do filme, com som de ótima qualidade. As cenas de sexo, uma pedra no sapato do cinema nacional, aqui são inseridas com naturalidade na trama. Como drama, na primeira metade, o filme até flui bem. Mas quando começam as reviravoltas policiais (que não vou falar
muito para não estragar as surpresas), nada funciona muito bem, apesar de no final o roteiro deixar tudo bem explicado. Explica, mas não convence.

"Acho que a maior falha do filme é ser desenvolvido mais com a palavra do que com imagens. Isso acaba por aproximá-lo mais do formato televisivo, e não de cinema. Não há clima nem suspense na trama policial, onde o filme corre rápido demais, como que evitando seqüências lentas. Se não estou enganado, quase não existem seqüências construídas sem o apoio dos diálogos. Voltando aos acertos, o filme tem potencial de sobra para conquistar o público com sua trama sobre personagens urbanos e seus dramas familiares, cumprindo bem sua função de entretenimento, como já falei, popular e despretensioso. Sá não dá mesmo pra perdoar aquela versão horrível da canção "Como Nossos Pais", do Belchior, encerrando o filme."

De: Gerbase
É... Apesar de gostar muito de fotografias e de fotografar, reconheço que a base de meus trabalhos em cinema é sempre o texto. Na verdade, acho que tudo é texto, inclusive a imagem. Se a imagem não é texto, não me emociona. Quanto à ausência de suspense, também concordo. Mas o filme não propõe suspense – tipo "quem matou?", ou "quem vai morrer agora?" –
e sim uma trama de ação em confronto com uma trama intimista. Se eu quisesse suspense, teria mostrado o Júlio sendo preso (ou tentando fugir), a polícia investigando, etc. Quanto à versão de "Como nossos
pais", foi interpretada por Nei Lisboa, Wander Wildner, Júlia Barth e Cláudia Barbisan (e eu também canto um verso) e está rodando com grande sucesso em FMs aqui de Porto Alegre.

De: Dr. Paranóia
Êi, Drugue. Já que o assunto do momento é o Tolerância, resolvi meter o bedelho. Eu tenho lido os comentário sobre teu filme e só vejo gente falando que foi demais, extraordinário e coisas do tipo. Tu está peneirando só os elogios? Ou as críticas não são boas? Então como crítico por natureza do jeito que sou, vou fazer umas colocações sobre o filme.

Como tu mesmo disse o filme é dividido em 2 etapas. A parte intimista onde o relacionamento da Maitê com seu marido (não lembro o nome dos personagens) entra em choque com a estagnação do casamento. A cena que
deixa mais claro isso é quando o "marido" está assistindo aquela projeção com cenas da juventude deles. Sente que algo se perdeu desde aquela época. Na minha opinião, a traição da Maitê foi só o estopim e não a causa principal de toda a confusão, combinado com uma crise de meia idade do "marido", que busca na amiga da filha um escape para suas fantasias sexuais reprimidas, totalmente freudiano.

A segunda etapa seria a policial, que mistura um caso de disputa de terras, brigas de famílias e o assassinato da "amiga da filha". Eu preferi a 1º fase do filme, a intimista. Pois é ali que os personagens
tem de se mostrar realmente tolerantes ou os repressores que eles provavelmente odiavam na juventude. A 2º fase deixa a desejar, a briga de terras, que na verdade era uma briga de família não teve tempo para se desenvolver, compreender os personagens e tentar passar todo o ódio das famílias. O mesmo para a morte da "amiga da filha", precisaria de mais algum tempo para se chegar lá, uma enroladinha aqui, uma ali, um estresse entre a filha e a amiga para deixar realmente claro que ela seria capaz de quebrar o crânio daquela coisinha linda. Eu sei que ela era uma "destruidora de lares" mas quem seria capaz de matar aquela morena?

E tem o "marido", parece que ele foi tirado de algum filme do Woody Allen, que cara mais banana e neurótico, dá vontade de chutar a bunda dele, meu parabéns se era isso que tu quis transparecer. Mas o que me irritou foi o fim, muito chato. A Maitê deveria ter deixado o Woody Allen couver na cadeia, isso sim seria um fim legal! Ele virando noivinha no presídio, enquanto ela continuaria sua vida com aquela saúde toda. Tirando esses pequenos detalhes o filme é excelente! Se vemos sábado, vou bater cabeça lá no garagem!

De: Gerbase
Pô, cara, tu esculhambou o personagem mesmo. Mas era pra ser um cara indeciso mesmo, tipo o Woody Allen, só que sem a fortaleza intelectual do Allen. Nós chamamos o Bomtempo de "banana" durante o filme todo. O Bomtempo se defendia dizendo que o personagem era meu alter-ego. Até pode ser, mas, como sabes, também tenho outros alter-egos, e o mais maluco deles perdeu uns cinco quilos no forno do Garagem Hermética. Não
bati a cabeça, mas dei uma porrada de canela na quina do palco numa de minhas arremetidas sobre o público. Acontece. No cinema e na vida real. O que tu achou do show?

De: Eduardo Appio
Caro Gerbase, sempre fui apreciador de tua obra e de tua identidade local. Contudo, assisti ao filme Tolerância - lembrando até do épico Intolerância - e, ao final, senti um calafrio seguido de um "déja vu".
Chegando em casa lembrei da referência explícita ao roteiro de Beleza Americana, com todos os seus arquétipos, carregados de sotaque pseudo porto-alegrense. lembrei-me de Tolstói, homem do povo e de sua máxima: se queres ser universal cantes tua aldeia. Todavia, acho que o roteiro é bem semelhante, apesar de os diálogos serem bem sacados. Espero o
próximo, na certeza de que buscas, sempre, a originalidade.

De: Gerbase
Acho que as semelhanças são superficiais, e não acredito que o cara tenha roubado minhas idéias, acessando meu computador nesses 5 anos em que escrevemos o roteiro. Se bem que...

De: Ederson Gomes Nunes
Ôi, Gerbase! Queria muito escrever sobre o Tolerância assim que o assisti, mas é difícil conseguir um computador na FABICO, onde estudo, por isso esperei estar em casa. Desculpe se estou muito atrasado. Um dos meus maiores receios era o visual do teu filme. Nas cenas que eu vira na TV parecia um visual carregado, mal planejado, filmado com película
de terceira qualidade. Mas, para minha feliz surpresa, o filme é lindo, harmonioso, visualmente verdadeiro (embora um tanto hiper-real). A fotografia é muito linda, as cores usadas nas cenas também, a composição de tudo é de muito bom gosto.

Outro receio meu eram os atores. Desde de 1989, quando a Maitê fez O salvador da pátria (novela), que eu não via ela tendo uma interpretação convincente, era sempre meio afetada, meio queridinha demais. Mas no teu filme ela se superou, tá muito bem, inclusive quando ela fala "tu" não parece falso. Todos os outros também estão perfeitamente inseridos em seus papéis, com exceção, talvez, do Werner Shünemann, mas como ele aparece pouco nem dá pra atrapalhar.

Queria falar, também, que a edição, apesar de ser muito boa, no começo acho que tem seus pecados, como aquele corte meio brusco numa bonita cena da Maitê e do Roberto Bontempo, quando ele chegam na casa de campo. Quanto às cenas de sexo, achei um tanto exageradas. Tá certo, se querias mostrar eles transando, que mostrasse, mas que não fosse tão comum. Ia dizer vulgar, mas acho que não são vulgares as cenas, são sem novidade. Acho que ali faltou uns movimentos de câmara mais ousados, uma montagem
mais dinâmica. Se você viu Garotos de Programa talvez se lembre das cenas de sexo "congeladas" que são mostradas. É em algo diferente assim que eu falo, pra não se cair no mais fácil de, quando alguém fizer sexo filmar o cara em cima da mulher tendo espasmos.

Tava louco pra te fazer umas perguntas, mas não sei se irias responder.
Gostaria de perguntar coisas sobre o processo de fazer um filme, pois eu vou trabalhar em cinema; tenho imensas curiosidades. Pra acabar, digo que achei o roteiro muito bom. Consegue transformar aquela primeira fase onde aparece o sexo e as tentativas de se ser tolerante numa instigante trama policial, de mistério, de suspense, sei lá. Muito bom mesmo. Os diálogos parecem que podem estar na casa do meu vizinho. Acreditei o tempo inteiro no filme. Isso é ótimo. Parabéns pelo grande trabalho.

De: Gerbase
Obrigado. As cenas de sexo – já falei sobre isso – estão na medida certa pra mim. Já percebi que a maioria do público tem outra medida. E elas foram filmadas com o mesmo estilo do resto do filme: sem experimentações forçadas nem vanguardices, mas sempre procurando um certo frescor narrativo. Não vejo porque esconder, congelar, cortar ou disfarçar uma
cena de sexo quando ela faz sentido. E, se ela não faz sentido, não adianta nem filmar. O que você achou das cenas de sexo da Márcia com o Teodoro (seu cliente)?

Por que todo filme brasileiro é obrigado a reinventar a linguagem do cinema? Por que cenas com bons diálogos são acusadas de serem "televisivas"? Confesso que gosto muito mais de uma narrativa
"tradicional" emocionante e eficiente do que de um filme cheio de "novidades" vazias. Viva a experiência!, mas que ela funcione direito.
Do contrário, é melhor voltar ao laboratório e tentar outra vez. Até mais
.


Alta Fidelidade
(Reino Unido/ EUA , 2000). De Stephen Frears


Carlos Gerbase é jornalista e trabalha na área audiovisual, como roteirista e diretor. Já escreveu duas novelas para a Terra Networks (A gente ainda nem começou e "Fausto"). Atualmente finaliza seu terceiro longa-metragem, Tolerância, com Maitê Proença e Roberto Bomtempo.

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