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"Gone in 60 seconds"
Nicolas Cage e Angelina Jolie são ladrões de automóveis
Dando uma volta de 180 graus desde sua última película, a dura e cruel Kalifórnia (1983), Dominic Sena volta às grandes telas com um remake de ação dos anos 70, que se esforça em mostrar o lado humano de um delito: o roubo de carros.
Memphis, um atrativo Nicolas Cage, é o herói do filme, embora seja um ladrão de carros. A paixão, e não a ganância, pelos veículos faz com que ele dedique sua vida neste trabalho arriscado. Memphis é conhecido dentro de seu ambiente e é respeitado não só por seus companheiros da rua, como também pelo detetive Roland (Delroy Lindo), que inferniza sua vida desde que ele optou por essa arriscada atividade.
Otto (Robert Duvall) é o personagem que leva conhecimento e tranquilidade ao grupo de delinquentes que inclui experts e aficcionados. Sway (Angelina Jolie) se converte em um símbolo a mais entre tantos carros. Sua personagem, com poucas palavras, combina a sensualidade feminina com a força masculina.
Assista ao trailer do filme
Confira as entrevistas com: Angelina Jolie e Nicolas Cage
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Apesar de três dos atores citados terem participado de premiações do Oscar, nesta obra penosa, nenhum deles chega a convencer. Nem mesmo ao mais fiél admirador.
Os carros constituem também, um elenco de estrelas. Chegam a formar parte do grupo 50 automóveis, entre Corvettes, Cadillacs, BMWs, Mercedes e Ferraris.
Sem dúvida, a falta de perseguição entre carros (a versão original incluía uma de 40 minutos), além da constante necessidade de convencer o público sobre o lado humano dos ladrões faz com que o filme perca credibilidade, convertendo o roteiro em um apanhado de argumentos, com uma sequência incoerente.
No final do filme é justo admitir que a facilidade com que se rouba um carro se traduz em uma psicose generalizada, que leva o espectador a pensar sobre a compra de um candidato a prova de furto, ao invés de um alarme com garantia absoluta.
(Redação Terra/Espanha)
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