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Ninguém
tem dúvidas de que o páreo será mesmo entre Central
do Brasil e A Vida é
Bela. Qualquer outro resultado na categoria Melhor Filme Estrangeiro
que não seja um dos dois será um azarão, uma surpresa
para todo o mundo cinematográfico. Isto pode acontecer se o italiano
levar a estatueta de Melhor Filme, uma possibilidade também um tanto
remota.
É a terceira vez nesta década que o Brasil concorre ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e mesmo com a ameaça de A Vida é Bela, jamais teve uma produção com tamanha repercussão e chance de levar a estatueta. O reconhecimento da Academia ao cinema nacional conmeçou em 1996, com a indicação de O Quatrilho, de Fábio Barreto. Dois anos depois, foi o filme de Bruno Barreto, O Que é Isso, Companheiro? que compôs a lista de indicações para produções estrangeiras.
A produção italiana tem o aval de seis outras indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator para Benigni, Montagem, Roteiro Original e Trilha Sonora(Drama). A brasileira tem a de Fernanda Montenegro,para Melhor Atriz. Eram quase certas as indicações do grego A Eternidade e Um dia (Mia Eoniotita ke Mia Mera, Grécia, Theo Angelopoulos), Festa de Família (Festen, Dinamarca, Thomas Vinterberg). Mas tomaram seus lugares o pouco conhecido o espanhol El Abuelo, e o iraniano Bacheha-ye Aseman.
Já o espanhol
El Abuelo
é a grande incógnita. O diretor,
José Luís Garcí, levou a estatueta em 1983 pelo Melhor
Filme Estrangeiro com Começar de Novo (Volver A Empezar). El
Buelo ganhou o principal prêmio espanhol,
o Goya 98, na categoria Melhor Ator para Fernando Fernan-Gomez
contando a história de um aristocrata desonrado em busca de sua
dignidade perdida, no século XIX. |
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