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Entra em cartaz nesta sexta-feira, no Circuito Estação, no Rio, O Quarto Verde, de François Truffaut, de 1978. O filme nunca foi oficialmente lançado no Rio, tendo sido apresentado numa mostra especial dedicada a Truffaut organizada pelo grupo Estação, que rodou algumas cidades, incluindo São Paulo. Estranho à sua obra, humanista e marcada por sua forte relação com as mulheres, o filme é um ode à morbidez. Truffaut incorpora Julien Davenne, que após a morte da esposa passa a cultuar a morte. Ele inicia uma coleção de objetos que pertenceram a seus amigos falecidos que culmina com a criação de um templo. Relaciona-se com uma moça, Cecília, aproximados pela memória dos "seus mortos" que querem preservar.
O cinema cotidiano e apaixonado que marca sua obra não está presente em O Quarto Verde, baseado livremente nos contos de Henry James. O personagem principal, Julien Davenne, é jornalista, profissão que Truffaut exerceu durante muitos anos. Diferente da vida real, onde ele se sobressaía por seus artigos corrosivos para o Cahiers Du Cinéma, Davenne é um redator de obituários em um jornal decadente, de onde ele se recusa sair. Quer ficar esquecido. Os colegas o consideram uma criatura estranha: ele não é visto pela rua, não sai de casa. O que se sabe dele é que é um sobrevivente da 1.ª Guerra Mundial, viu muitos de seus amigos morrerem em batalha e se culpa por estar vivo.
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Título Original: La Chambre Verte |
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