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Redes sociais prejudicam democracia ao espalharem boatos, diz pesquisa

1 out 2026 - 12h33
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Resumo
Pesquisa do Pew Research Center revela que cresce a percepção de que as redes sociais dividem a sociedade e prejudicam a democracia, visão liderada por nações ricas como os EUA (64%). Apesar de reconhecerem o valor informativo das plataformas, cidadãos em 16 de 26 países as veem de forma mais negativa que em 2022. O cenário impulsiona ações judiciais contra gigantes de tecnologia e medidas estatais de regulação, a exemplo da Austrália, onde 82% apoiam vetar o acesso a menores de 16 anos.

Um número crescente de pessoas ‌acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população, além de prejudicar a democracia, afirmou o Pew Research Center nesta quinta-feira.

Empresas que administram aplicativos populares, incluindo Meta, Snap e TikTok, enfrentaram milhares ⁠de ações judiciais e pagaram grandes somas para encerrarem ‌alegações de que causam danos aos usuários. Enquanto isso, governos têm buscado maneiras de protegerem a ‌privacidade de seus cidadãos.

A Austrália ‌propôs regras para permitir que os usuários ⁠optem por não receberem feeds recomendados por algoritmos, depois de se tornar o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A pesquisa mais recente do ‌Pew mostrou que 82% dos adultos australianos apoiam ‌a medida do ⁠governo de ⁠restringir o acesso de crianças às redes sociais.

A maioria dos entrevistados ⁠afirmou que as ‌redes sociais informam as ‌pessoas e lhes dão voz na política, mas houve um aumento generalizado no número daqueles que agora veem as redes sociais como algo "ruim" ⁠em comparação com 2022, de acordo com o relatório.

Pessoas em países mais ricos, incluindo os Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, tendem mais a acreditar que as redes ‌sociais estão prejudicando a democracia, em comparação com seus pares em economias menos desenvolvidas, como Gana, Quênia ⁠e Nigéria.

Os EUA estão entre os mais céticos, com 64% dos adultos entrevistados afirmando que as redes sociais prejudicam a democracia. A proporção de pessoas que consideram as redes sociais prejudiciais à democracia aumentou em 16 dos 26 países para os quais havia dados anteriores disponíveis.

O Pew Research informou que entrevistou mais de 45.000 pessoas em 37 países, além de realizar uma pesquisa com outros 5.511 adultos norte-americanos sobre o uso das redes sociais nos Estados Unidos.

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