NASA trabalha na criação de GPS espacial para viabilizar espaçonaves autônomas
Utilizando o telescópio Neutron Star Interior Explorer para visualizar a neblina de radiação no espaço, a NASA desenvolveu o Sistema de Posicionamento Galáctico, uma espécie de GPS do universo. Por meio de sinais de pulso, o sistema consegue determinar a localização relativa de corpos celestes.
Isso facilita uma série de operações. Um exemplo é o envio de espaçonaves não-tripuladas para fotografar planetas e outros astros distantes, que podem obter mais sucesso quando os pesquisadores sabem onde os corpos estarão. Outra vantagem acontece em missões tripuladas que perdem o contato com a Terra e que, agora, poderão contar com um sistema de navegação autônomo a bordo.
Esses sistemas podem, inclusive, ajudar nos planos de enviar pessoas a Marte, ou até mesmo abrir o caminho para missões de exploração contínua para que possamos explorar a galáxia para além do que já a conhecemos.
Com o novo sistema, ao invés de confiar em equipamentos de comunicação caros, volumosos e que frequentemente podem apresentar erros, os pesquisadores podem dedicar seus esforços de engenharia para desenvolver espaçonaves que não necessitem entrar em contato com a Terra. Com a adoção do Sistema de Posicionamento Galáctico, torna-se possível pensar em espaçonaves realmente autônomas.
É claro que podemos estar nos dirigindo rumo a um futuro em que nossas naves espaciais robóticas poderiam retornar ao planeta depois de alguns anos, decididas a atacar a humanidade. Mas o potencial para enviar sondas inteligentes aos confins do universo faz com que o risco valha a pena.
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