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Mapa resume perfeitamente tsunami energético causado pelo Irã: o gargalo no Estreito de Ormuz

Após últimos ataques na região, seguradoras aumentaram prêmios em até 50%, e gigantes como a Maersk estão suspendendo operações Com o preço do petróleo ameaçando a marca de US$ 100, destino da inflação global agora depende de alguns capitães que decidiram desligar motores

11 mar 2026 - 16h09
(atualizado às 17h24)
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Foto: Xataka

Basta visitar o site Marine Traffic para entender a magnitude do problema. O mundo inteiro prende a respiração diante de um estreito de poucos quilômetros de largura. Aproximadamente 20% do fornecimento diário de petróleo do mundo e uma parcela vital de gás natural liquefeito (GNL) passam pelo Estreito de Ormuz.

Hoje, essa artéria global está sofrendo um ataque cardíaco. Uma escalada sem precedentes no Oriente Médio, desencadeada pelos ataques dos EUA e de Israel que mataram o Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, provocou uma saraivada de mísseis e drones. O resultado é um bloqueio de fato da rota marítima mais importante do planeta.

Retrato de um congestionamento histórico

A imagem do Marine Traffic, na capa do artigo, mostra um verdadeiro enxame de ícones vermelhos aglomerados em ambos os lados do estreito, especialmente perto do porto iraniano de Bandar Abbas e na costa dos Emirados Árabes Unidos. 

De acordo com dados da S&P Global, o tráfego marítimo despencou entre 40% e 50%. Há aproximadamente 240 navios agrupados aguardando instruções. Entre eles, como detalhado pelo analista Weilun Soon na Bloomberg, estão pelo menos 40 navios cargueiros de grande porte (VLCCs), gigantes ociosos que transportam cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto cada. E o tempo está se esgotando: segundo estimativas do JPMorgan, se essa paralisação de fato durar mais de 25 dias, os produtores ficarão sem espaço de armazenamento e terão que interromper a produção física.

Caos ...

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