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Google, Apple e Microsoft coincidiram, na mesma semana, em algo que ninguém esperava: o computador volta a ser importante

Após quinze anos deixando o celular ocupar o centro das atenções, os agentes de IA precisam de algo que o celular não pode lhes oferecer

25 set 2026 - 13h40
(atualizado às 14h09)
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Resumo
Após anos de foco nos celulares, Google, Apple e Microsoft voltaram a priorizar os computadores devido ao avanço dos agentes de IA. As novidades das três gigantes coincidem porque esses agentes exigem trânsito livre entre tarefas para operar — algo inviável na arquitetura isolada e segura dos smartphones. Assim, com lançamentos de notebooks e novos chips preparados para rodar IA localmente, o computador reassume o protagonismo tecnológico por oferecer a flexibilidade que os celulares não têm.
Google, Apple e Microsoft coincidiram, na mesma semana, em algo que ninguém esperava: o computador volta a ser importante.
Google, Apple e Microsoft coincidiram, na mesma semana, em algo que ninguém esperava: o computador volta a ser importante.
Foto: Xataka

Em apenas dois dias, surgiram três grandes novidades para o computador como conceito:

  1. O Google definiu nome, preço, especificações e data de lançamento para os primeiros Googlebooks, notebooks com Android e Gemini integrado;
  2. Chegaram as primeiras análises do Mac mini M6 e do Mac Studio M5 Ultra. Várias delas concordam que são máquinas excelentes para executar agentes de IA localmente;
  3. A Microsoft explicou detalhadamente ao The Pragmatic Engineer como o Windows tratará esses agentes, cuja integração foi anunciada há alguns meses: como usuários com identidade própria.

Após quinze anos vendo o celular ganhar protagonismo — com o computador relegado a dispositivo secundário, exceto em transições de arquitetura (Apple Silicon e também ARM no Windows) —, agora as três gigantes apostam simultaneamente no caminho inverso. O motivo é o mesmo nos três casos: os agentes precisam de algo que o celular não pode oferecer.

Por que o celular não basta

O smartphone foi construído sobre a ideia de que cada aplicativo vive em seu próprio sandbox (ambiente isolado) e não pode interferir no vizinho. Foi isso que o tornou seguro e diferente dos computadores. Também é isso que o torna hostil para um agente, cujo trabalho consiste justamente em transitar entre esses ambientes: ler um e-mail, consultar a agenda, fazer uma reserva, salvar um PDF...

O Muse, agente da Meta, é um ótimo exemplo recente: ele atribui a cada usuário um computador virtual na nuvem que navega, realiza tarefas e continua trabalhando ...

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