Eles mudaram a forma de limpar casas, mas não aguentaram a concorrência e agora entraram com pedido de falência
A iRobot, criadora do Roomba, recorre à proteção judicial para sobreviver em um mercado que ela mesma ajudou a criar
Por muito tempo, dizer "robô aspirador" foi praticamente o mesmo que dizer Roomba. Desde o início dos anos 2000, a iRobot não apenas popularizou a ideia de um robô limpando a casa sozinho, como transformou isso em um símbolo de futuro doméstico acessível. Agora, mais de duas décadas depois, a empresa que inventou essa categoria entra em um capítulo inesperado da própria história: o pedido de falência.
A iRobot anunciou que entrou com um processo de Chapter 11 nos Estados Unidos, um mecanismo de recuperação judicial que permite reorganizar dívidas enquanto a empresa continua operando. Na prática, é uma tentativa de ganhar fôlego em um mercado que ficou agressivo demais até para quem chegou primeiro. O plano envolve a venda da companhia para a Picea Robotics, fabricante chinesa que já produzia os Roombas de forma terceirizada.
A notícia soa alarmante — especialmente para quem tem um aspirador inteligente conectado à nuvem —, mas a empresa insiste que os consumidores não serão afetados. Segundo a iRobot, aplicativos, servidores, suporte técnico e até o lançamento de novos produtos seguem funcionando normalmente durante o processo. A promessa é clara: seu Roomba não vai virar um peso de papel.
O contraste com outros casos recentes ajuda a entender o alívio. O fechamento da Neato, por exemplo, transformou robôs aspiradores inteligentes em dispositivos praticamente burros, sem acesso a recursos avançados. Aqui, o discurso é outro. A Picea deve assumir o controle total da operação, ...
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