Dispositivo com novo chip de diamante pode proporcionar "internet do futuro"
Nova tecnologia baseada em microchip de diamante facilita o fluxo de informações quânticas
Cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Cambridge desenvolveram um dispositivo que pode nos aproximar da criação de uma "internet quântica".
O termo se refere a uma nova forma de rede de internet, baseada nos princípios da mecânica quântica, que promete ser muito mais rápida e segura do que as redes atuais. Os resultados foram divulgados na revista Nature Photonics.
Utilizando um microscópico "microchiplet" de diamante, o dispositivo é projetado para transmitir informações quânticas - a espinha dorsal da internet quântica - de forma eficiente e rápida por longas distâncias.
A informação quântica, armazenada em bits quânticos ou qubits, é extremamente sensível a interferências como campos magnéticos, que podem corrompê-la. A chave do avanço foi modificar o diamante, substituindo alguns átomos de carbono por átomos de estanho.
Isso permite que os qubits interajam bem com a luz, crucial para a transmissão de dados a longas distâncias, sem serem afetados negativamente pelo ambiente. A equipe, liderada por Dirk Englund, cientista do MIT, conseguiu integrar dois tipos de qubits num único dispositivo.
O feito é essencial para manter a integridade das informações quânticas durante o transporte, garantindo uma interação eficaz com os fótons.
A pesquisa atual focou em experimentos com um único dispositivo, mas, conforme vislumbrado em um estudo de 2020 também publicado na Nature, o uso em larga escala poderia facilitar o caminho para a internet quântica.
“Eventualmente, porém, poderá haver centenas ou milhares destes num microchip”, diz Jesús Arjona Martínez, coautor do estudo.
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