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Como sites de passagens aéreas definem preços? Estudo revela

Os preços são definidos para cada voo individualmente, ignorando a concorrência, descobriu a pesquisa

23 out 2023 - 10h33
(atualizado às 11h22)
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Pesquisa mostra como sites definem preço das passagens
Pesquisa mostra como sites definem preço das passagens
Foto: Pedro Aragão wikimedia commons / Flipar

Um novo estudo realizado por pesquisadores da Haas School of Business revelou insights sobre a precificação de passagens aéreas.

Contrariando muitas crenças populares, o sistema utilizado pelas companhias aéreas dos Estados Unidos para definir preços difere do esperado, desafiando tanto economistas quanto consumidores.

Diferentemente de outros setores de consumo, as empresas não consideram a substituição de produtos ao estabelecer preços para voos.

Isso significa que a alteração do valor de um voo não afeta diretamente a forma como as pessoas consideram suas opções de viagem.

Os preços são definidos para cada voo individualmente, ignorando a concorrência e as substituições que os consumidores poderiam fazer. Os resultados foram publicados na revista científicaThe Quarterly Journal of Economics.

Precificando passagens

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Um dos achados do estudo é o fato de que as companhias aéreas operam com um número fixo e relativamente pequeno de preços para seus bilhetes, com grandes diferenças entre cada quantia possível, muitas vezes superiores a US$100 (R$ 503, na cotação atual).

Isso ocorre devido ao uso de uma heurística de valores chamada Expected Marginal Seat Revenue-b (EMSRb). Isso é utilizado para que se torne rápido o suficiente para definir preços para centenas de milhares de voos diários e permite que as companhias aéreas reservem alguns assentos para vender a preços mais elevados.

No entanto, essa prática não reflete as mudanças em tempo real nos custos de oportunidade. Além disso, as companhias aéreas não coordenam efetivamente entre os departamentos de precificação e gestão de receitas.

Isso resulta na escolha de preços muito baixos, mesmo quando previsões internas sugerem valores mais altos.

A correção dessas subvalorizações ocorre antes dos preços serem apresentados aos consumidores, com previsões de demanda inflacionadas.

Embora haja uma tendência em direção à "gestão contínua de receitas", que ofereceria uma gama mais ampla de montantes, os consumidores ainda não podem esperar uma segmentação de valores tão granular quanto imaginam. Assim, a busca por truques para encontrar tarifas mais baixas pode ser, em grande parte, inútil.

A recomendação dos pesquisadores é evitar esperar até o último minuto, uma vez que os preços tendem a subir significativamente 21, 14 e sete dias antes do voo. Assim, adquirir o bilhete com antecedência pode ser a melhor estratégia para economizar.

Fonte: Redação Byte
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