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O que é o buraco gigante do tamanho de 60 Terras que surgiu no Sol? Veja imagens

O buraco de 800 mil quilômetros foi detectado na coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol

6 dez 2023 - 15h38
(atualizado em 14/12/2023 às 13h30)
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Um enorme buraco escuro se abriu na superfície do Sol e está liberando correntes de radiação mais fortes, conhecidas como ventos solares, atingindo diretamente a Terra. O buraco de 800 mil quilômetros foi detectado na coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, conforme mostraram imagens capturadas no sábado, 2, pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO) da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa).

Um enorme buraco escuro se abriu na superfície do Sol e está liberando correntes de radiação mais fortes, conhecidas como ventos solares, atingindo diretamente a Terra.
Um enorme buraco escuro se abriu na superfície do Sol e está liberando correntes de radiação mais fortes, conhecidas como ventos solares, atingindo diretamente a Terra.
Foto: Divulgação SDO/Nasa / Estadão

De acordo com o portal de astronomia Space Today, o tamanho e a orientação da lacuna temporária, que é maior que 60 Terras, não têm precedentes nesta fase do ciclo solar.

Conhecida como buraco coronal, a mancha escura no Sol tomou forma perto do Equador do Sol no sábado e atingiu sua largura máxima de 800 mil quilômetros em 24 horas, conforme informou o portal Spaceweather.com. Desde segunda-feira, 4, o vazio solar aponta diretamente para a Terra.

Um enorme buraco escuro se abriu na superfície do Sol e está liberando correntes de radiação mais fortes, conhecidas como ventos solares, atingindo diretamente a Terra
Um enorme buraco escuro se abriu na superfície do Sol e está liberando correntes de radiação mais fortes, conhecidas como ventos solares, atingindo diretamente a Terra
Foto: Divulgação SDO/Nasa / Estadão

"Os especialistas previram inicialmente que este buraco mais recente poderia desencadear uma tempestade geomagnética moderada (G2), que poderia desencadear apagões de rádio e fortes exibições de auroras nos próximos dias", conforme divulgou o Space Today. No entanto, o vento solar tem sido menos intenso do que o esperado, pelo que a tempestade resultante só foi fraca (G1), pelo menos até o momento.

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Os buracos coronais aparecem como áreas escuras na coroa solar em imagens solares de ultravioleta extremo e raios X suaves, de acordo com a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

No domingo, 3, o Observatório de Dinâmica Solar da Nasa publicou nas redes sociais um vídeo mostrando a atividade do Sol na semana passada e reportando ações como o registro de uma tempestade geomagnética.

"Eles parecem escuros porque são regiões mais frias e menos densas que o plasma circundante e são regiões de campos magnéticos unipolares abertos. Esta estrutura de linha de campo magnético aberta permite que o vento solar escape mais facilmente para o espaço, resultando em correntes de vento solar relativamente rápidas e é frequentemente referida como uma corrente de alta velocidade no contexto da análise de estruturas no espaço interplanetário", explica a NOAA.

Ainda não está claro por quanto tempo o buraco permanecerá no Sol, conforme o Space Today. Os buracos coronais podem se desenvolver em qualquer momento e local do Sol, mas são mais comuns e persistentes durante os anos próximos ao mínimo solar. Ainda segundo a NOAA, são mais persistentes às vezes e podem durar várias rotações solares (período de 27 dias).

Estadão
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