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Gabriel Rubio, especialista em alcoolismo: "A dependência não se baseia tanto na quantidade que você consome, mas sim no 'porquê' de você consumir"

"Se eu usar uma substância como o álcool para aliviar estados emocionais negativos, essa é a linha vermelha"; "Cinquenta anos atrás, bebíamos porque fazia parte da nossa dieta; isso mudou com o tempo"

9 ago 2026 - 14h40
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Gabriel Rubio, especialista em alcoolismo:
Gabriel Rubio, especialista em alcoolismo:
Foto: Xataka

Novos tempos, novas formas de beber. A relação dos espanhóis atuais com o álcool não é a mesma que a de nossos pais e avós, e esse vínculo provavelmente continuará a evoluir para nossos filhos e netos. Basta observar as estatísticas da OMS para constatar isso: na década de 1980, o consumo per capita girava em torno de 17,7 litros de álcool puro — sendo 54% provenientes do vinho —, enquanto em 2024 (dados mais recentes publicados pela OMS), a média havia caído para 11,1 litros, e a cerveja havia ultrapassado o vinho como principal fonte de consumo de álcool.

As pessoas estão mudando seus hábitos de lazer e alimentação; o consumo de vinho está migrando do ambiente doméstico para bares, restaurantes e saídas sociais; os jovens estão cada vez menos inclinados a beber com regularidade; e as empresas do setor não têm outra escolha senão se reinventar, apostando em novos produtos, formatos ou até mesmo em bebidas "sem álcool", que eliminam totalmente o álcool da equação.

Isso não chega a ser surpreendente, dadas as mudanças na sociedade e na legislação — que se torna cada vez mais rigorosa quanto aos locais onde latas e garrafas podem ser vendidas (ou mesmo anunciadas) e quais atividades são permitidas sob efeito de álcool.

Nem tudo muda

No entanto, certas coisas não mudaram tanto assim, como se observa no trabalho diário de Gabriel Rubio — professor de psiquiatria, chefe do departamento de psiquiatria do Hospital Universitário 12 de Octubre, em Madri, e especialista em alcoolismo.

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