PUBLICIDADE

Viagens espaciais podem causar disfunção erétil em astronautas

Simulação com camundongos machos mostra que radiação cósmica e microgravidade em viagens ao espaço podem causar disfunção erétil — mas há como reverter problema

23 nov 2023 - 11h22
(atualizado às 14h37)
Compartilhar
Exibir comentários

Experiências realizadas no espaço vieram responder uma pergunta extremamente improvável, mas que talvez tenha passado pela cabeça de algum candidato a astronauta em determinado momento da história: viagens espaciais aumentam as chances de ter disfunção erétil? A resposta, para a preocupação dos aspirantes à exploração do espaço, é que as funções vasculares continuam afetadas mesmo após longas recuperações. Isso, ao menos, é o que testes em camundongos dizem.

Foto: NASA / Canaltech

Durante viagens ao espaço, todo astronauta é exposto a níveis altos de radiação cósmica e microgravidade, onde há a sensação de não pesar praticamente nada. Para descobrir como esses aspectos da exposição espacial afetam a capacidade de ereção nos mamíferos, experimentos simulados com camundongos machos mostraram que seu tecido vascular teve perturbações relativas à disfunção erétil.

Viagens espaciais e saúde sexual

Entre as preocupações da pesquisa, publicada na revista científica Federation of American Societies for Experimental Biology, está a saúde sexual dos astronautas. Segundo os cientistas, alterações vasculares são induzidas por doses relativamente baixas de radiação cósmica galáctica, e, em menor grau, pela gravidade baixa, principalmente por conta do processo conhecido como estresse oxidativo. Por conta disso, o tratamento com diversos oxidantes poderia combater alguns dos efeitos das viagens espaciais.

Durante viagens espaciais, a exposição à radiação cósmica e à baixa gravidade causam diversos efeitos no corpo dos astronautas — e agora, sabemos que a disfunção erétil pode ser um deles (Imagem: NASA/Domínio Público)
Durante viagens espaciais, a exposição à radiação cósmica e à baixa gravidade causam diversos efeitos no corpo dos astronautas — e agora, sabemos que a disfunção erétil pode ser um deles (Imagem: NASA/Domínio Público)
Foto: Canaltech

Para os próximos anos, segundo os cientistas da Universidade Estadual da Flórida, há muitas missões tripuladas ao espaço, e a pesquisa mostra a necessidade de monitorar de perto a saúde sexual dos tripulantes após seu retorno ao planeta. Diversas instituições, desde a empresa SpaceX às estatais NASA, ROSCOSMOS e a Agência Espacial Chinesa possuem planos de levar o homem à Lua, Marte e em missões espaciais que podem expor a tripulação aos efeitos do lado de fora da segura atmosfera da Terra.

Enquanto os impactos negativos da radiação cósmica têm longa duração e foram vistas afetando astronautas de décadas passadas, os pesquisadores afirmam que há melhorias no combate a esses efeitos, como tratamentos mirando no potencial redox e nos caminhos de óxido nítrico dos tecidos corporais, e que podem ser usados para tratar a disfunção erétil passível de surgir nos exploradores espaciais.

Há de se considerar mais esse problema nos riscos da viagem ao espaço, mas, com a popularização da atividade, soluções para ele também deverão ser mais buscadas nos próximos anos.

Fonte: The FASEB Journal

Trending no Canaltech:

Canaltech
Compartilhar
Publicidade
Publicidade