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Telescópio da NASA detecta planeta onde ano dura só 20 horas

TOI-1347 b é um exoplaneta recém-descoberto pelo telescópio TESS. Ele leva apenas 20 horas e 24 minutos para completar uma volta ao redor da sua estrela

22 fev 2024 - 14h09
(atualizado às 17h09)
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Mais um planeta "apressado" foi descoberto em dados do telescópio TESS, da NASA. Chamado TOI-1347 b, este mundo leva apenas 20 horas e 24 minutos para completar uma volta ao redor da sua estrela. As surpresas não param por aí: ele parece ser o maior planeta de sua classe, e pode estar cercado por uma atmosfera pouco comum. 

Foto: NASA’s Goddard Space Flight Center/Chris Smith / Canaltech

Segundo os autores do estudo, TOI-1347 b parece ter pelo menos um bilhão de anos e orbita uma estrela um pouco menos massiva e menor que o Sol. Ele está acompanhado de TOI-1347 c, e ambos têm órbitas bem próximas do astro. 

Por isso, TOI-1347 b faz parte do grupo dos planetas de período ultracurto (ou USP, na sigla em inglês). Planetas do tipo costumam ser densos e rochosos, e se tiverem atmosfera, ela é composta pelo material primordial do sistema em questão.

O exoploaneta foi descoberto através de observações do telescópio TESS, da NASA (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
O exoploaneta foi descoberto através de observações do telescópio TESS, da NASA (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Foto: Canaltech

No caso, TOI-1347 b parece ter raio equivalente a 1,8 vezes o da Terra, mas é 11 vezes mais massivo que o nosso planeta. Isso o torna o USP mais massivo de todos aqueles com menos de 2 raios terrestres. 

As observações sugerem que TOI-1347 b tem uma atmosfera densa o suficiente para bloquear a luz visível. Ela não parece ser feita de hidrogênio e hélio, como acontece com os gigantes gasosos; por isso, os autores do estudo acreditam que TOI-1347 b pode ter nuvens de areia, talvez parecidas com aquelas detectadas em Wasp-107b com observações do telescópio James Webb.

Outra possibilidade é que sua superfície seja derretida e libere gases, os quais podem estar se agrupando na atmosfera. De qualquer forma, mais observações são necessárias para determinar suas características com precisão. 

O artigo que descreve as descobertas foi aceito na revista The Astronomical Journal, e pode ser acessado no repositório arXiv.

Fonte: arXiv; Via: Phys.org

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