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O céu não é o limite! | Erupção solar, meteoro em SP, exoplanetas e+

Confira as principais notícias do espaço da semana 3 a 9 de fevereiro de 2024 e fique por dentro de tudo o que mais importa no universo da astronomia!

11 fev 2024 - 11h01
(atualizado em 12/2/2024 às 11h25)
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No resumo astronômico dessa semana, o foco são as descobertas de novos planetas e estudos do nosso próprio quintal cósmico, o Sistema Solar. O James Webb conseguiu fotografar diretamente exoplanetas, enquanto outros mundos foram encontrados na zona habitável de uma estrela anã vermelha.

Foto: NASA/SDO/Sedimentary Geology/Mulaney, et al/ / Canaltech

Além disso, estudos em nosso próprio planeta apontam que uma cratera em São Paulo foi formada por um meteorito que gerou um terremoto semelhante àquele criado pela bomba de Hiroshima, em 1945. Confira essas e outras notícias abaixo.

A explosão solar

Uma intensa erupção ocorreu na mancha solar AR3575, gerando uma explosão de classe M4.2 (média). O evento causou breves blecautes de rádio na Austrália e sudeste asiático.

À medida que o Sol se aproxima de seu período de atividade máxima, que deve começar ainda este ano, as erupções provavelmente se tornarão mais frequentes. Até o momento, nenhuma delas representa riscos.

O meteorito que sacudiu São Paulo

Pesquisadores descobriram que a cidade de São Paulo sofreu um terremoto intenso há milhões de anos, com magnitude semelhante àquela causada pela bomba atômica em Hiroshima em 1945. O motivo: a queda de um meteorito.

Bacia Sedimentar de São Paulo está indicada em amarelo, e a Cratera de Colônia, em roxo (Imagem: Reprodução/Sedimentary Geology/NASA/Jornal da USP)
Bacia Sedimentar de São Paulo está indicada em amarelo, e a Cratera de Colônia, em roxo (Imagem: Reprodução/Sedimentary Geology/NASA/Jornal da USP)
Foto: Canaltech

A Cratera de Colônia, deixada pelo impacto, tem 3,6 km de diâmetro e existe há pelo menos 2,5 e 5 milhões de anos. Hoje, ela está coberta por sedimentos, formando uma planície nos atuais bairros paulistanos de Colônia e Vargem Grande. 

As fotos de exoplanetas feitas pelo Webb

O telescópio James Webb capturou imagens diretas de dois candidatos a exoplanetas em órbita de estrelas anãs brancas. As observações diretas de mundos distantes é um grande desafio, mas oferece uma oportunidade única para estudar sistemas desse tipo.

Conceito artístico de um planeta orbitando uma anã branca (Imagem: Reprodução/W. M. Keck Observatory/Adam Makarenko)
Conceito artístico de um planeta orbitando uma anã branca (Imagem: Reprodução/W. M. Keck Observatory/Adam Makarenko)
Foto: Canaltech

Além disso, os objetos estão próximos o suficiente da Terra — 32 e 52 anos-luz de distância — para que cientistas possam obter mais detalhes sobre estes mundos. Por serem "cadáveres" de estrelas semelhantes ao Sol, as anãs brancas com planetas em sua órbita são um retrato do futuro do Sistema Solar.

A superterra na zona habitável de uma anã vermelha

A cerca de 137 anos-luz da Terra, existe um planeta do tipo superterra chamado TOI-715b, segundo os novos estudos. Além de ter tamanho semelhante ao da Terra, o exoplaneta está na zona habitável de sua estrela, a anã vermelha TOI-715.

Ilustração de exoplanetas e suas estrelas (Imagem: Reprodução/NASA/W. Stenzel)
Ilustração de exoplanetas e suas estrelas (Imagem: Reprodução/NASA/W. Stenzel)
Foto: Canaltech

Também há um segundo candidato planetário neste sistema, talvez o menor já encontrado na zona habitável de uma estrela. Por sua vez, a anã vermelha é mais fraca que o Sol, mas é capaz de abrigar mundos potencialmente habitável. 

O mineral formado por queda de meteoro

O changesite-(Y), mineral inédito encontrado nas amostras lunares coletadas pela missão Chang'e 5, da China, parece ter sido formado por um impacto de asteroide. Segundo os pesquisadores, o mineral surgiu da colisão que formou a cratera Aristarchus. 

Cristal de changesite-(Y), mineral descoberto pela China (Imagem: Reprodução/CNSA, China Atomic Energy Authority)
Cristal de changesite-(Y), mineral descoberto pela China (Imagem: Reprodução/CNSA, China Atomic Energy Authority)
Foto: Canaltech

A superfície lunar é coberta por milhares de crateras de impacto, mas esse tipo de mineral, formado pela alta pressão das colisões, são pouco comuns nas amostras lunares. O motivo seria que a maioria dos minerais de alta pressão é instável em altas temperaturas, frequentes na Lua. 

As esférulas supostamente interestelares

O astrofísico Avi Loeb publicou um novo artigo com novas descobertas sobre as esférulas encontradas por sua equipe no Oceano Pacífico. Segundo seus resultados, os componentes (apelidados de BeLaU por Loeb) não se parecem com nada encontrado no Sistema Solar.

Esférula coletada pela equipe de Loab em meio a detritos no Oceano Pacífico (Imagem: Reprodução/Abraham Loeb et al.)
Esférula coletada pela equipe de Loab em meio a detritos no Oceano Pacífico (Imagem: Reprodução/Abraham Loeb et al.)
Foto: Canaltech

Segundo Loeb, as esférulas são os detritos de um meteorito interestelar que caiu na Terra em 2014. Isso significa que o objeto teria vindo de algum lugar fora do Sistema Solar. Pesquisadores ainda não têm acesso às amostras para realizar análises independentes.

O oceano inesperado e jovem na lua de Saturno

Indícios de um oceano sob a crosta congelada da lua Mimas, de Saturno, foram encontrados por uma equipe de cientistas. Se a descoberta for confirmada, Mimas se juntará a Titã, Encélado, Europa e Ganimedes, entre outras luas que possuem oceanos subterrâneos.

Mimas, apelilada de Estela da Morte por sua semelhança com a poderosa arma da franquia Star Wars (Imagem: Reprodução/NASA/JPL/Space Science Institute)
Mimas, apelilada de Estela da Morte por sua semelhança com a poderosa arma da franquia Star Wars (Imagem: Reprodução/NASA/JPL/Space Science Institute)
Foto: Canaltech

Os cálculos indicam que o oceano de Mimas teria se formado há no máximo 25 milhões de anos e estaria a 20-30 km abaixo da crosta. Isso faria dele responsável por metade do volume total da lua.

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