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Destaque da NASA: redemoinho em Marte é a foto astronômica do dia

O destaque da NASA hoje são imagens de um redemoinho de poeira em Marte, registrado pelas câmeras do rover Perseverance. Saiba mais sobre o fenômeno

7 nov 2023 - 18h07
(atualizado às 20h55)
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A imagem astronômica destacada pela NASA nesta terça-feira (7) mostra um redemoinho de poeira se movendo pela paisagem de Marte. O fenômeno foi registrado no início de agosto pelas câmeras do rover Perseverance.

Foto: NASA, JPL-Caltech, Perseverance Rover/PipploIMP / Canaltech

Assim como acontece na Terra, os redemoinhos no Planeta Vermelho são formados por colunas de ar aquecido pela superfície. Eles não duram mais que alguns minutos, então, como foram registrados?

É que, conforme se movem, os redemoinhos marcianos coletam a poeira avermelhada no solo. As partículas os deixam mais escuros, destacando-os em meio às formações por perto.

A animação acima mostra um redemoinho que permaneceu em movimento por pouco mais de um minuto. Ele aparece primeiro ao longe, medindo cerca de 2 quilômetros de altura e chegou à velocidade de 20 km/h.

Os redemoinhos marcianos deixam rastros visíveis por onde passam e, às vezes, ajudam a limpar a poeira dos painéis solares das sondas no Planeta Vermelho.

Saiba mais sobre Marte

Marte é um dos corpos mais explorados no Sistema Solar, sendo também o único planeta ao qual a NASA enviou rovers. As missões da agência espacial encontraram várias evidências do passado do planeta, quando era muito mais úmido e quente do que é hoje.

Lá, os redemoinhos são frequentes e se formam do mesmo jeito como aqueles na Terra: quando o solo fica mais quente que o ar, plumas de ar quente se movem através do ar mais frio e denso, que afunda e inicia um movimento de circulação. Se um vento soprar na horizontal, surge um redemoinho.

Por outro lado, os redemoinhos marcianos são muito maiores que queles no nosso planeta. Apesar de aquele do vídeo medir apenas dois quilômetros de altura, os redemoinhos marcianos podem chegar a oito km, levando poeira ao alto da atmosfera.

Fonte: APOD

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