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Cas A | James Webb faz foto de explosão estelar em resolução inédita

O telescópio James Webb tirou uma nova foto do remanescente de supernova Cassiopeia A, revelando esta explosão estelar com grande riqueza de detalhes

11 dez 2023 - 13h22
(atualizado às 17h07)
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O telescópio James Webb tirou uma nova foto de Cassiopeia A, um remanescente de supernova formado pela explosão de uma estrela massiva. Apesar de ser um dos objetos mais estudados da Via Láctea, há várias estruturas misteriosas nos restos da explosão da estrela que intrigam astrônomos.

Também chamado de Cas A, o objeto já havia sido registrado pelo Webb com o instrumento MIRI, que capturou em alta resolução os detalhes do remanescente. Já a nova imagem foi capturada pelo instrumento NIRCam, mostrando a explosão estelar em resolução sem precedentes nos comprimentos de onda observados.

Nova foto do remanescente de supernova Cassiopeia A, capturada pelo telescópio James Webb; a imagem destaca o envelope de material em expansão (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, STScI, D. Milisavljevic (Purdue University), T. Temim (Princeton University), I. De Looze (University of Gent)
Nova foto do remanescente de supernova Cassiopeia A, capturada pelo telescópio James Webb; a imagem destaca o envelope de material em expansão (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, STScI, D. Milisavljevic (Purdue University), T. Temim (Princeton University), I. De Looze (University of Gent)
Foto: Canaltech

O mais curioso da nova imagem é que ela não mostra algumas das estruturas que foram registradas na foto do MIRI — e os astrônomos estão investigando o porquê disso. "Com a resolução do NIRCam, podemos ver agora como a estrela moribunda se rompeu quando explodiu, deixando para trás filamentos parecidos com pequenos estilhaços de vidro", explicou Danny Milisavljevic, líder da equipe de pesquisa do objeto.

Os tons de laranja e rosa se destacam na foto, e indicam a parte interna do remanescente de supernova. Existem também pequenos nós gasosos de enxofre, oxigênio, prata e neon, vindos da estrela e encontrados em meio a uma mistura de poeira e moléculas. No futuro, eles podem se tornar ingredientes para a formação de planetas e estrelas.

Comparação das fotos de Cas A capturadas pelo instrumento NIRCam (esquerda) e pelo MIRI (direita) (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, STScI, Danny Milisavljevic (Purdue University), Ilse De Looze (UGent), Tea Temim (Princeton University)
Comparação das fotos de Cas A capturadas pelo instrumento NIRCam (esquerda) e pelo MIRI (direita) (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, STScI, Danny Milisavljevic (Purdue University), Ilse De Looze (UGent), Tea Temim (Princeton University)
Foto: Canaltech

Esta foto foi capturada no infravermelho próximo, e as partes interna e externa do remanescente não parecem tão coloridas, se comparadas à imagem feita no infravermelho médio. A área mais externa dela, por exemplo, agora tem cor que lembra fumaça, e indica onde a onda de choque da supernova se chocou com material próximo.

Outro aspecto curioso da nova foto é que ela não mostra uma luz esverdeada na cavidade central de Cas A, bastante brilhante no infravermelho médio. Mas, apesar de não ser visível nesta foto, as formações visíveis ali no infravermelho próximo podem ajudar os astrônomos a entender o que originou a luz verde no local.

Fonte: Webb Telescope

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