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Ciência

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Cientistas descobrem 5,5 milhões de abelhas vivendo sob um cemitério de Nova York há mais de 100 anos

Descoberta pode ajudar a salvar polinizadores vulneráveis

6 jun 2026 - 13h12
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Andrena regularis
Andrena regularis
Foto: Bryan Danforth (Cornell) / Xataka

O que parece ser um cemitério comum no interior do estado de Nova York revelou-se o lar de uma das mais notáveis descobertas relacionadas a polinizadores dos últimos anos. Pesquisadores da Universidade de Cornell encontraram uma população estimada de 5,5 milhões de abelhas escavadoras vivendo sob o Cemitério East Lawn, em Ithaca, Nova York.

Essa enorme agregação subterrânea de abelhas nativas pode estar ocupando o local há mais de um século, sobrevivendo graças ao solo não perturbado e às condições favoráveis para a construção de ninhos. Os cientistas afirmam que a descoberta destaca a importância de proteger habitats frequentemente ignorados e pode fornecer pistas valiosas para a conservação de populações vulneráveis de polinizadores, que enfrentam ameaças crescentes devido à perda de habitat, aos pesticidas e às mudanças climáticas.

A metrópole oculta de abelhas sob um cemitério de Nova York

A descoberta está centrada na abelha escavadora-comum (Andrena regularis), uma espécie nativa da América do Norte que faz ninhos subterrâneos. Os pesquisadores estimam que entre 3 milhões e 8 milhões de abelhas habitam o terreno do cemitério, sendo 5,5 milhões a estimativa média. Os insetos ocupam aproximadamente 1,5 acre sob o Cemitério East Lawn, formando o que os cientistas acreditam ser uma das maiores agregações já registradas de abelhas que fazem ninhos no solo.

A descoberta começou quando pesquisadores da Universidade de Cornell notaram um número incomumente grande de abelhas ...

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