China já planeja duplicar sua estação espacial exclusiva, em órbita desde 2021
Tiangong deve ganhar novos módulos e ser aberta a astronautas de países aliados
Quando a China ficou de fora do projeto da Estação Espacial Internacional, passou a trabalhar em sua própria instalação do tipo, a Tiangong. A estação começou a ser concebida nos anos 2000 e lançou seu módulo central à órbita baixa em 2021. Outros módulos foram sendo adicionados, pensados para que os astronautas chineses realizem pesquisas no espaço.
Desde então, a Tiangong se tornou um símbolo da ambição do programa espacial chinês. As metas estão sendo cumpridas rapidamente, com testes de foguetes reutilizáveis e planos para construir, junto à Rússia, uma estação lunar.
Ainda assim, há um problema: a Tiangong é consideravelmente menor que a EEI, com uma massa de apenas 100 toneladas, um volume pressurizado de 340 m³ e capacidade para abrigar uma tripulação de três astronautas. A EEI pode abrigar uma tripulação de sete astronautas, tem o triplo da capacidade de volume pressurizado e uma massa de mais de 420 toneladas.
Agora, surge um projeto para ampliar a Tiangong. Como informa a emissora estatal CCTV, a estação passará de uma estrutura em forma de "T", com três módulos, para uma em forma de cruz, com seis módulos.
Sua massa passará a ser de aproximadamente 180 toneladas e, embora continue sendo menor que a EEI, terá capacidade para igualar o número de astronautas em missão permanente: seis. Se os planos se concretizarem, será adicionado um quarto módulo aos três atuais, que contará com múltiplas portas de acoplamento e permitirá a inclusão de futuras unidades de ...
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