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Alerta para quem tem filhos: Snapchat paga indenização por danos à saúde mental e abre a porta para o pesadelo do Facebook e TikTok

Partes chegaram em um acordo judicial

23 jan 2026 - 12h16
(atualizado em 23/1/2026 às 11h16)
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Foto: Xataka

Em um movimento que pode mudar o futuro das redes sociais, a Snap Inc. tornou-se a primeira grande empresa do setor a fechar um acordo judicial para encerrar acusações de que projetou deliberadamente produtos viciantes voltados para adolescentes. O acordo confidencial foi firmado nesta semana na Suprema Corte da Califórnia, evitando o que seria o primeiro julgamento de uma série de processos que miram os mecanismos de engajamento das plataformas. Os valores pagos ainda não foram revelados, pois seguem confidenciais.

O caso foi movido por uma adolescente (identificada como K.G.M.), cujos advogados argumentaram que o Snapchat utiliza engenharia de software para promover o uso compulsivo. Entre os recursos citados como prejudiciais estão a rolagem infinita (infinite scroll), o recurso de reprodução automática e recomendações algorítmicas que maximizam o tempo de tela em detrimento do bem-estar dos jovens.

Redes sociais enquanto "produtos perigosos"

A ação judicial na Califórnia testou uma teoria jurídica inovadora: a de que plataformas de redes sociais podem ser tratadas como produtos defeituosos sob a lei de responsabilidade civil. Os autores do processo estabeleceram um paralelo direto com as campanhas históricas contra a indústria do tabaco, afirmando que:

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