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A estratégia da Huawei para fazer com que a China deixe de depender dos EUA em chips de ponta

Previsão é que o déficit caia de 92% atualmente para 34% em 2035

31 ago 2026 - 08h08
(atualizado às 09h20)
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Resumo
Para superar as sanções dos EUA e um déficit de 92% em semicondutores avançados, a China busca a autossuficiência tecnológica. Liderada pela Huawei em parceria com institutos de pesquisa e empresas estatais, a iniciativa desenvolve máquinas próprias de litografia ultravioleta extremo (UVE). Com um protótipo já operacional em Shenzhen, o país planeja iniciar a produção de chips de ponta entre 2028 e 2030, projetando reduzir significativamente sua dependência externa até 2035.
Chips semicondutores
Chips semicondutores
Foto: TSMC / Xataka

Durante 2025, a China enfrentou uma lacuna de 92% entre sua oferta e sua demanda por chips semicondutores avançados, segundo o Goldman Sachs. Dispor de apenas 8% dos circuitos integrados avançados de que precisava para sustentar sua disputa com os EUA colocava o país liderado por Xi Jinping em uma posição desfavorável, embora aos poucos esteja conseguindo revertê-la. No entanto, sua independência tecnológica real não parece estar próxima.

E não parece estar próxima porque as sanções impostas pelos EUA e seus aliados obrigaram o governo chinês a entrar em uma corrida contra o tempo para desenvolver os equipamentos de litografia necessários para produzir chips de ponta. Atualmente, o país tem um protótipo de máquina de ultravioleta extremo (UVE) operacional dentro de um laboratório de alta segurança em Shenzhen, embora ainda não fabrique circuitos integrados funcionais.

A Huawei coordena essa iniciativa, que envolve milhares de engenheiros: o Instituto de Tecnologia de Harbin é responsável pela fonte de luz, o Instituto de Óptica de Changchun pelos sistemas ópticos e a SMEE (Shanghai Micro Electronics Equipment) pela integração final, com a SiCarrier (a empresa chinesa apoiada pelo Governo de Shenzhen e ligada à Huawei) como outro dos atores-chave. O governo chinês pretende produzir chips com essa tecnologia em 2028, embora boa parte dos analistas considere 2030 uma data mais realista.

O déficit cairá para 34% em 2035

A Huawei tem um papel de protagonista no esforço chinês para...

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