A CBF não merecia passar pelo vexame de uma CPI, segundo o ex-presidente da Fifa João Havelange, que está prestando depoimento na Câmara dos Deputados. De acordo com Havelange, já houveram manifestações contra outras federações por parte de governos locais, mas "nunca existiu um questionamento como este que estão fazendo aqui no Brasil". "A CBF é a maior confederação do futebol internacional e, além disso, é muito bem dirigida pelo presidente Ricardo Teixeira", avaliou Havelange.Depois de quase três horas de depoimento, João Havelange reagiu indignado às questões levantadas pelo deputado Pedro Celso (PT-DF). Recorrendo a reportagens publicadas em jornais e revistas da época, o deputado sugeriu a existência de ligações de Havelange a uma empresa que supostamente venderia armas para o governo militar argentino, na década de 70.
Celso pediu ainda explicações sobre um suposto rombo de US$ 13,4 milhões que Havelange teria deixado nos cofres da extinta CBD - a entidade que comandava o futebol brasileiro naquele período.
"Eu não vim aqui para ser maltratado desta maneira. Esse tipo de questionamento é uma indignação, uma desfaçatez e um desrespeito", disse o dirigente, muito nervoso. Deputados contrários à CPI reagiram com ironia às perguntas do petista e disseram que, da forma como as questões estão sendo colocadas, dentro de mais alguns instantes, Havelange deveria explicar porque o Brasil perdeu a Copa de 38. A exemplo de 1998, quando a seleção brasileira foi derrotada na final, o Mundial de 38 também foi disputado na França.
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