Atualizada às 10h54
Começou há pouco o depoimento do ex-presidente da Fifa, João Havelange, na CPI da Nike, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Havelange começou fazendo um balanço de sua atuação como dirigente esportivo, tanto na presidência da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF) quanto no comando da Fifa, que ocupou entre 1974 e 1998. Havelange garantiu não ter tido envolvimento com nenhum tipo de irregularidade neste período. "Creio que cumpri com minha missão, com meus princípios. Demonstrei ao mundo, em todos os lugares por onde passei, que o Brasil é um País de homens dignos".
O ex-presidente da Fifa negou que já tenha visto o contrato entre a CBF e a Nike, ao responder a uma pergunta do relator Sílvio Torres. "Se a Fifa tivesse que ver todos os contratos de suas 200 confederações nunca ia poder trabalhar".
No depoimento, o deputado Eurico Miranda (PPB-RJ) atua como uma espécie de escudo para as perguntas mais difíceis. Em um momento, ele atacou os críticos de Havelange. "Tenho o maior orgulho de dizer que um brasileiro é respeitado em todo o mundo, menos o nosso", disse.
Antes de seguir para a Câmara, o ex-presidente da Fifa tomou o café da manhã com os deputados, na Academia de Tênis de Brasília.
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