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MST fará caravana até fazenda da família de FHC

Terça, 19 de setembro de 2000, 20h53min
O MST marcou para amanhã uma caravana, com a presença de políticos e representantes da Igreja, até a fazenda Córrego da Ponte, de propriedade dos filhos do presidente Fernando Henrique Cardoso, localizada em Buritis (MG). Em seguida, será realizado um culto ecumênico.

Depois de uma reunião na CNBB, Gilberto Portes, da coordenação do MST, informou hoje que o movimento está disposto a ceder e aceitar a exigência do ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, para a retirada dos sem-terra da região de Buritis, sob a condição de que o governo marque uma reunião com representantes do MST e mostre que está disposto a aceitar as suas reivindicações. "Mas queremos uma reunião de trabalho e não um teatro", afirmou.

Segundo ele, o MST também poderá orientar para que os sem-terra deixem a vigília em frente às sedes do Incra nos Estados. "Mas não voltaremos para casa sem nada. Poderemos acampar nas praças", disse o dirigente. Ele informou que há mil sem-terra que estão em vigília fazendo jejum.

Factóides - Em referência às críticas feitas hoje, no Rio, pelo presidente ao MST, Portes disse que o MST deseja negociar, mesmo diante de um cenário em que o governo lança "factóides". "Querer um empréstimo adicional de R$ 2 mil não significa virar servidor público, mas impedir que os sem-terra se transformem em desempregados e disputem comida nas grandes cidades", argumentou. "Não estamos pedindo esmola, porque os R$ 2 mil são um empréstimo e vão voltar para os cofres públicos". No Rio, presidente comparou os sem-terra a funcionários públicos pelo fato de pleitearem empréstimo de R$ 2 mil com juros subsidiados para custeio da safra agrícola.

O presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Thomaz Balduíno, que esteve hoje na CNBB, também reagiu às críticas de Fernando Henrique. "É uma ofensa ao trabalhador e uma tentativa de mostrar que os sem-terra são parasitas", declarou dom Thomaz. "É possível que o governo Fernando Henrique tenha sido o que mais deu acesso à terra, mas essa situação não seria real sem a pressão do MST".

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Agência Estado

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