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Sem-terra fazem greve de fome em todo país para pressionar governo

Terça, 19 de setembro de 2000, 08h25min
Atualizado às 14h20min

Integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) iniciam hoje greve de fome em vários pontos do País. A intenção é convencer o governo a retomar as negociações com a entidade. O ato vai acontecer nos 14 Estados em que estão mobilizados, inclusive na frente da fazenda Córrego da Ponte, em Buritis, de propriedade dos filhos do presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Esperamos que haja sensibilidade do presidente e que de uma vez por todas o governo sinalize com uma solução", afirmou Gilberto Portes, um dos coordenadores nacional do MST. O movimento mantinha a expectativa de conseguir marcar uma audiência com o governo nesta terça-feira.

Portes avisou que a vigília dos agricultores em frente aos prédios públicos e à fazenda da família de Fernando Henrique irá continuar até que sejam alcançados resultados concretos.

Gilberto Portes garantiu que não há intenção do movimento em invadir. "O presidente pode ficar tranqüilo, não há iniciativa para invadir, mas também não vamos admitir infiltrações no movimento", alertou o coordenador. Portes não quis adiantar os próximos passos do MST caso não sejam atendidas as reivindicações. "Se o governo continuar intransigente, os trabalhadores vão definir, na base, o que fazer", disse. "Mas achamos que o governo pode rever a sua posição". Os sem-terra querem R$ 2 mil para custeio da safra de cada família assentada e rejeitam tratamento semelhante ao dos pequenos agricultores.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) decidiu não se pronunciar por enquanto sobre o impasse entre governo e o MST. O secretário-geral da CNBB, dom Raimundo Damasceno Assis, informou, por meio de sua assessoria, que a entidade, até agora, não foi chamada novamente pelo movimento a fazer intermediação.

O MST havia anunciado a presença de um representante da CNBB na entrevista concedida por Portes, o que não se confirmou. Estava presente apenas um integrante da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

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Agência Estado

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