Os cerca de 400 sem-terra integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que estão em Campo Grande (MS), decidiram em jejum por 48 horas. Eles querem pressionar o governo federal a desapropriar áreas e conceder crédito.Mulheres grávidas e crianças estão fora do protesto, que está sendo acompanhado pelo médico naturalista Izaías Gonçalves. Caso o jejum não seja suficiente para abrir as negociações com o governo federal, os trabalhadores rurais ameaçam acampar em frente à sede da Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Campo Grande.
Uma das áreas que o MST reivindica desapropriação é a fazenda Engenho Novo, no município de Rio Brilhante, onde os sem-terra Ranildo da Silva e Sílvio Rodrigues de Souza foram rendidos e mantidos em cativeiro até serem executados com tiros na nuca, no final do mês passado.
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