Tribunal rejeita pedido da diretoria do Corinthians

9 out 2026 - 18h50
Resumo
O TRE-SP negou o pedido do Corinthians para utilizar urnas eletrônicas na eleição de 28 de novembro, pois os equipamentos devem permanecer lacrados devido às eleições gerais de 2026. Sem viabilidade financeira e de prazo para contratar um sistema privado independente, o clube definirá a presidência e o Conselho Deliberativo para o triênio 2027-2029 por meio de cédulas de papel, repetindo o formato de votação manual adotado no pleito de 2020.

O Corinthians terá de realizar a eleição presidencial de 28 de novembro com cédulas de papel. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou o pedido do clube para utilizar urnas eletrônicas no pleito que vai definir o presidente, os dois vice-presidentes e 200 conselheiros trienais para o mandato de 2027 a 2029.

Foto: Bandeirinha de escanteio do Corinthians ( Divulgação/Corinthians) / Gávea News

A decisão foi oficializada pela Comissão Eleitoral em 8 de outubro, após o recebimento de um ofício do tribunal. O pedido havia sido apresentado em 24 de setembro pelo presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, ao presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré.

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O motivo da negativa é a utilização dos equipamentos nas eleições gerais de 2026. Segundo o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as urnas eletrônicas e as mídias de votação devem permanecer lacradas até 13 de janeiro de 2027, para preservar os dados e permitir eventuais auditorias ou questionamentos judiciais.

A contratação de uma empresa privada para organizar uma votação eletrônica própria também foi considerada inviável pelo Corinthians, devido aos custos e ao prazo disponível. Com isso, o clube mantém o sistema manual previsto no edital de convocação e no regimento eleitoral interno.

Não é a primeira vez que o Timão enfrenta essa situação. Em 2020, o TRE-SP também negou o empréstimo de urnas eletrônicas porque as eleições do clube coincidiram com o pleito municipal. Na ocasião, a votação ocorreu por meio de cédulas de papel, e Duilio Monteiro Alves foi eleito presidente, sucedendo Andrés Sanchez.

Em 2023, o cenário foi diferente. Sem a coincidência com as eleições nacionais, o tribunal autorizou o empréstimo de 20 urnas eletrônicas ao Corinthians. Augusto Melo venceu a disputa e assumiu a presidência, encerrando quase duas décadas de gestões consecutivas ligadas ao grupo Renovação e Transparência.

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A eleição de 28 de novembro vai definir a próxima gestão do Corinthians para o triênio de 2027 a 2029. Os associados votam em cédulas de papel para escolher os dirigentes e os representantes do Conselho Deliberativo.

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