Apesar do apelo de Memphis Depay, que considerou a decisão precoce e defendia a continuidade de Fernando Diniz, o Corinthians demitiu o técnico após perder por 2 a 1 para o Internacional. A sétima derrota seguida deixou o clube em 16º no Brasileirão, perto do Z-4. O atacante holandês via potencial de evolução com peças recuperadas e tinha forte ligação com Diniz, que encerra sua passagem de seis meses com 47,5% de aproveitamento e eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores.
A saída de Fernando Diniz do comando técnico do Corinthians não teve o aval de uma das principais estrelas do elenco. Nos bastidores, o atacante holandês Memphis Depay posicionou-se de forma contrária à demissão do treinador e defendia internamente a sua continuidade no cargo. Para o camisa 9, a decisão da diretoria alvinegra foi precoce, pois ele acreditava na capacidade do técnico em reverter a fase negativa da equipe.
Memphis via na sequência de trabalho a oportunidade ideal para o Corinthians engrenar, especialmente pelo retorno e conjunto de peças fundamentais como Yuri Alberto e Rodrigo Garro.
O próprio atacante, que vinha de cerca de 30 dias de preparação intensiva para aprimorar o condicionamento físico e o entrosamento, entendia que o time começava a recuperar as condições ideais que não teve durante grande parte do trabalho de Diniz.
Além do aspecto tático, a ligação entre o jogador e o treinador era profunda. Memphis indicou no departamento de futebol que a presença de Diniz foi determinante para que ele aceitasse permanecer no clube após o imbróglio de sua renovação contratual nos últimos meses. O holandês enxergava no técnico a capacidade necessária para organizar o time e recuperar o futebol dos atletas.
Apesar do apelo interno de Memphis, a diretoria optou pelo desligamento do treinador após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, no Beira-Rio. O resultado marcou a sétima derrota consecutiva do Corinthians no Campeonato Brasileiro, onde a equipe estacionou na 16ª colocação, com 32 pontos, apenas um ponto acima do próprio Inter, que abre a zona de rebaixamento.
Diniz deixa o clube após seis meses, acumulando 33 jogos oficiais, 12 vitórias, nove empates e 12 derrotas (aproveitamento de 47,5%), além de eliminações na Copa do Brasil e na Conmebol Libertadores.