Venda de cimento cai no Brasil em setembro, diz Snic

7 out 2026 - 14h47
Resumo
A venda de cimento no Brasil caiu 5,7% em setembro ante o ano anterior, somando 5,7 milhões de toneladas, impactada por menos dias úteis e fortes chuvas no Sudeste, que recuou 13,5%. Sul e Centro-Oeste também registraram queda. Em contraste, o Norte cresceu 14% e o Nordeste subiu 5,7%, impulsionado pelo Minha Casa Minha Vida. O setor fechou o terceiro trimestre em baixa de 0,4% e projeta os próximos meses na dependência de obras habitacionais e de infraestrutura frente ao crédito restritivo.

A comercialização de ‌cimento recuou 5,7% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2025, para 5,7 milhões de toneladas, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela entidade que reúne fabricantes do material, Snic.

Com o resultado, ⁠as vendas do terceiro trimestre mostraram retração de 0,4% ‌na comparação com um ano antes, somando 18,1 milhões de toneladas, afirmou a entidade.

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Por dia ‌útil, as vendas em setembro caíram ‌1,6% na comparação com o mesmo mês ⁠de 2025 e 4,3% ante agosto deste ano.

O Snic citou que a queda trimestral deve-se em parte a um período menor de dias úteis de comercialização e chuvas constantes que castigaram o maior ‌mercado consumidor de cimento, a região Sudeste, que registrou ‌queda de 13,5% ⁠nas vendas ⁠do mês passado na comparação anual, para 2,4 milhões de ⁠toneladas. No acumulado ‌do ano, o Sudeste ‌mostra consumo 2,4% menor, única região do país com resultado negativo ante o mesmo período de 2025.

As vendas de cimento no Sul também foram ⁠atingidas, caindo 6,8% em setembro, para 924 mil toneladas. No Centro-Oeste, houve baixa de 2,7%, a 690 mil toneladas.

Enquanto isso, o Nordeste, foco do Programa Minha Casa ‌Minha Vida neste ano, mostrou expansão de 5,7% no consumo de cimento em setembro, para 1,4 milhão ⁠de toneladas, acumulando expansão de 7,5% no ano até o mês passado.

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O maior crescimento nas vendas de cimento no mês passado sobre um ano antes ocorreu na região Norte, que teve expansão de 14%, para 325 mil tonealadas, segundo os dados do Snic.

"Para o setor cimenteiro, o desempenho dos próximos meses dependerá da continuidade dos projetos habitacionais e de infraestrutura, diante das condições monetárias ainda restritivas", afirmou o Snic em comunicado à imprensa.

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