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Professora faz compras usando apenas roupa íntima; ela diz ter sido perseguida em mercado

O supermercado Atacadão disse que apurou o caso e não encontrou nenhuma abordagem indevida

9 abr 2023 - 18h38
(atualizado às 19h22)
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A professora tirou a roupa em protesto após afirmar ter sido perseguida dentro de supermercado
A professora tirou a roupa em protesto após afirmar ter sido perseguida dentro de supermercado
Foto: Reprodução/Twitter

A professora Isabel Oliveira tomou uma atitude drástica depois de passar por uma situação que pode ser caracterizada como racismo em um supermercado em Curitiba, no Paraná. Ela tirou a roupa, ficando apenas de calcinha e sutiã, para fazer compras, após afirmar que foi perseguida por seguranças do estabelecimento.

A situação foi gravada e, indignada, Isabel disse que decidiu voltar ao supermercado sem roupa para terminar de comprar a lata de leite para a filha. "Não devia nem comprar porque acho que um mercado que trata nossos corpos como uma ameaça não devia nem ter o nosso suado dinheiro, mas fiz questão de voltar para pagar a lata de leite que eu estava comprando antes de ser perseguida pelo segurança", disse a professora.

Depois da situação, Isabel publicou um vídeo em seu perfil em uma rede social, onde apareceu bastante abalada e chorando. Ela cita que o caso ocorreu em uma unidade do supermercado Atacadão. "Eu odeio fazer isso, mas eu preciso fazer uma denúncia. Eu acabei de sair do Atacadão. Fui tratada como se eu fosse uma marginal, eu fiquei sendo seguida pelo segurança dentro do mercado por mais de meia hora.

Isso não pode ser normal", contou Isabel, em lágrimas.

A professora e atriz explicou ainda que precisou "fazer um escândalo" na loja e que gritou para "ser tratada com dignidade". Isabel questionou ainda qual seria o papel do segurança no supermercado, já que quando confrontado, ele disse que estava apenas fazendo seu serviço.

"Eu fui na delegacia, eles perguntaram se eles tinham se recusado a me atender, alguma coisa que caracterizasse como racismo, porque nada aconteceu, e o segurança só estava cumprindo o papel dele. O papel dele é perseguir uma pessoa preta no supermercado?", questionou.

Por meio de nota, o Grupo Carrefour, que é dono dos supermercados Atacadão, disse que apurou o caso, mas não identificou nenhuma abordagem indevida e que lamenta "que a cliente tenha se sentido da maneira relatada, o que, evidentemente, vai totalmente contra nossos objetivos".

Confira a nota na íntegra:

"A empresa informa que apurou o caso, ouvindo os funcionários e analisando as imagens de câmeras de segurança, e não identificou indícios de abordagem indevida. Desde as primeiras manifestações da cliente no local, a supervisão e a gerência da loja se colocaram à disposição para ouvi-la e oferecer o devido acolhimento. Lamentamos que a cliente tenha se sentido da maneira relatada, o que, evidentemente, vai totalmente contra nossos objetivos. A empresa possui uma política de tolerância zero contra qualquer tipo de comportamento discriminatório ou abordagem inadequada. Realiza treinamentos rotineiros para que isso não ocorra e possui um canal de denúncias disponível, dando total transparência ao processo. Ressaltamos, ainda, que nosso modelo de prevenção tem como foco o acolhimento aos clientes, com diretrizes de inclusão e respeito que também são repassadas aos nossos colaboradores por meio de treinamentos intensos e frequentes."

Fonte: Redação Terra
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