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Espião catarinense ainda espera telefonema de Felipão
Terça-feira, 26 Junho de 2001, 10h03
Atualizada: Terça-feira, 26 Junho de 2001, 10h04

Florianópolis - Missão cumprida no Uruguai, o técnico Artur Neto se coloca agora à disposição do comandante da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, para passar informações sobre o Uruguai. À frente da seleção catarinense, Artur Neto soube neutralizar os uruguaios dentro do Centenário e saiu de Montevidéu com um empate em 1 a 1.

É tudo o que Felipão quer que se repita na partida do próximo domingo, quando brasileiros e uruguaios se enfrentam, novamente no Centenário, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002: neutralizar a equipe de Víctor Púa e, quem sabe, ter melhor sorte do que o selecionado de Santa Catarina.

Mas Artur Neto sabe que cumpriu com a obrigação em Montevidéu e está pronto para ajudar a Seleção Brasileira. Até o final da tarde de quinta, porém, Felipão não havia procurado o técnico bicampeão pelo Joinville. “Estou à disposição. Assim que ele me ligar, eu passo a ele as informações que eu puder passar”, afirma Artur Neto. O que o treinador diria a Luiz Felipe é segredo; só diz respeito aos dois. Algumas pistas podem ser tiradas dessa entrevista concedida, domingo, depois do jogo, ainda em Montevidéu.

Pergunta - O jogo foi aquilo que você esperava ou você esperava mais da seleção do Uruguai, uma equipe que está disputando vaga à Copa do Mundo?

Artur Neto - Nós sabíamos que o jogo seria muito difícil e duro. Então nós tivemos o cuidado de ver dois teipes do Uruguai antes do jogo. Então quando nós entramos em campo nós sabíamos exatamente a postura que eles iriam utilizar. Mudaram dois jogadores, mas não se modificou a maneira de jogar. Então nós entramos sabendo aquilo que nós iríamos enfrentar e isso nos ajudou realmente e nos deu condições de neutralizar alguns pontos fortes deles.

P - E é isso que você vai passar agora para o Luiz Felipe Scolari, técnico da Seleção Brasileira, como neutralizar o Uruguai?

AN - Eu vou reportar aquilo que aconteceu dentro do campo e aí, é lógico, que ele é que toma as atitudes que são necessárias, até porque ele é o comandante e é uma pessoa muito competente para isso. Eu simplesmente vou passar aquilo que nós sentimos antes, sentimos durante a partida e o que puder fazer para ajudar, estou à disposição.

P - Taticamente, tem algum detalhe a que o Felipão precisa estar atento; algum jogador merece marcação especial?

AN - Eu não vou tecer nenhum comentário sobre a parte tática porque eu acho que não é adequado. Se eu tiver que fazer qualquer comentário a esse respeito eu vou fazer em particular, porque é um jogo que vai... não vou dizer que vai definir uma vaga, mas pode encaminhar uma vaga para o Mundial. Então isso tem que ser uma coisa muito fechada, muito restrita, para que a gente possa, aí sim, tirar algum proveito disso.

P- O Gustavo Mendez, capitão da equipe uruguaia, falou depois do jogo que o Uruguai não mostrou tudo o que sabia, que estava escondendo alguma coisa para a partida contra o Brasil. Você acha que foi isso mesmo?

AN - Eu acredito que eles não conseguiram mostrar tudo o que sabiam, porque nós tivemos mérito. Porque se nós tivéssemos sido uma equipe fraca, eles mostrariam e até goleariam. O que aconteceu é que eles se surpreenderam. Eles talvez não tiveram o cuidado, ou a humildade de entender que eles não estavam jogando contra qualquer equipe. Eles acharam que iriam ganhar de qualquer forma. Quando eles proporam sete substituições, eu fui claro com os jogadores antes de começar o jogo: eles estão pensando em fazer dois, três gols no começo do jogo e depois trocar todo mundo. Mas eles esqueceram que estavam enfrentando uma equipe, um selecionado do futebol brasileiro, que, em qualquer lugar, tem bons jogadores. E aí é que eles se surpreenderam. Eles não conseguiram jogar porque nós jogamos em cima deles na casa deles. Essa foi a diferença.

P - Há uma discussão muito grande no Uruguai sobre o sistema tático que o Víctor Púa vai usar contra o Brasil. Ele vinha usando o 4-4-2, mas quem tem acompanhado os treinos em Punta del Este tem visto ele treinar um 3-5-2. Você acredita que possa haver uma surpresa e o Víctor Púa mudar de tática e apresentar um 3-5-2 contra o Brasil?

AN - Contra o Brasil, pelas Eliminatórias, eles jogaram não com três, mas com 10 zagueiros. Para ser mais apropriado foram nove zagueiros e um homem na frente que foi o Darío Silva, e que inclusive fez o gol na infelicidade da nossa zaga. Agora, aqui, contra o Paraguai, que foi a fita que nós assistimos, ele jogou com dois zagueiros, num 4-4-2, e repetiu o sistema no jogo contra o nosso time. Não sei se em função das dificuldades que ele teve contra a gente ele pode modificar a forma de jogar contra o Brasil. Só que ele precisa vencer. Então eu não sei se ele vai ter tempo suficiente para modificar um sistema e utilizar um outro que ele não vem utilizando.



Agência RBS


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